Como você reage frente a uma briga ou discussão?

por Eduardo Yabusaki

Por mais que a paixão e o amor sejam grandes, há momentos em que as divergências falam mais alto e inevitavelmente os desentendimentos ocorrerão e farão parte do relacionamento.

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Se é fato que isso ocorrerá, por que não evitar que o desgaste seja maior? Afinal, o relacionamento é um bem precioso que deve ser nutrido e preservado, se oobjetivo é o de permanecerem juntos numa relação compromissada e duradoura.

Em toda relação entra a imprevisibilidade do ser humano, que é emocionalmente intempestivo e reativo, ficando sujeito às circunstâncias e impulsos. Nessas condições tudo foge ao controle.

Mas pode se adotar o caminho da pacificação e procurar abrandar os efeitos da briga. Ou seja, apagar o incêndio dos sentimentos agressivos que foram despertados durante a discussão. Entretanto, essa situação não evita ofensas, mágoas e ressentimentos que possam ser disparados por ambos.

Outro caminho é evitar o desentendimento, criando sempre um campo menos tenso para se conversar sobre problema ou situações que provoquem desencontros entre o par. Porém, conseguir manter esse clima, mesmo em situações de contrariedade, deve ser uma arte, pois é preciso que ambos tenham a iniciativa de estimular a tolerância um com o outro.

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O maior problema é que quando se esbarra em diferenças, um acaba querendo mostrar ao outro que o seu ponto de vista é o mais correto ou o mais perfeito… e assim o confronto acaba sendo inevitável.

A grande questão é que cada um deve desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro e não só ouvir e concordar ou discordar, mas sim compreender a situação segundo a ótica do outro, considerando suas características, personalidade, sentimentos e absorver uma real compreensão do que o outro esteja manifestando.

Este é um exercício difícil entre os pares, mas pode ser importante para que consigam perpetuar o relacionamento e criar vínculos ainda mais fortes e maduros, evitando assim um grande vilão dos relacionamentos: o desgaste.

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Não existem fórmulas mágicas para a boa convivência, mas será sempre importante ser flexível e expressar bons sentimentos. Ou seja, enfrentar com maior assertividade situações delicadas ou difíceis do relacionamento, isso significa dizer o que pensa e sente sem se sobrepor ao outro. Sejam felizes!
 

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br