Da vaidade, à paixão, ao zelo pelo outro; entenda esse caminho

Por Flávio Gikovate  

Nas relações amorosas por afinidade existem as trocas sentimentais propriamente ditas.

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Porém, seria ingênuo supor que os ingredientes da vaidade não estejam presentes. E estão também de modo muito intenso e concentrado. Isso já ocorre no início do relacionamento, na fase da paixão.

O que acontece é que, apesar da importância da vaidade e da admiração recíproca se basear em propriedades que cada um valoriza no outro, de gostar de aparecer ao lado outro etc; existe também a efetiva ternura, o encaixe da subjetividade, “o reencontro da metade perdida” com o nascimento.

Os que têm a felicidade de encontrar seu par e a coragem de levar adiante esse encontro, experimentam desenvolvimentos pessoais que vão muito além das graticações exibicionistas da vaidade.

Todo tipo de relacionamrmto afetivo tende a ser exigente. E isso tanto em decorrência dos aspectos ligados ao instinto do amor, como daqueles derivados da vaidade que se acopla também a este fenômeno da nossa subjetividade. As exigências derivadas da composição do elo amoroso propriamente dito determinam, segundo eu acredito, a necessidade de zelo pelo outro e pela parceria.

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É médico psiquiatra formado pela USP em 1966. Foi assistente clínico do Institute of Psychiatry na London University. Em 45 anos de carreira já atendeu mais de oito mil pacientes. É escritor e palestrante. Assim como Erich Fromm, Carl Rogers e Erik Erickson, psicoterapeutas e escritores contemporâneos, dos anos 50 e 60, Gikovate tem tido sucesso em escrever textos sérios em linguagem coloquial. Seus livros já ultrapassam o milhão de exemplares vendidos. RIP.