Dançar promove o desenvolvimento emocional e intelectual da criança

por Marta Relvas

"A motricidade humana está organizada em uma série de fatores estruturais oriundos de influências, sociais, ambientais, psicológicos, funcionais, históricos, motores, entre outros". (AMARAL, apud RELVAS, 2014 p. 117)

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Já no Egito Antigo, milhares de anos antes de Cristo, as pessoas dançavam para homenagear os deuses. Na Grécia, a dança era ligada aos esportes, principalmente aos esportes olímpicos.

A idade pré-escolar, segundo nos aponta Leontiev (2001a), é o período da vida em que se abre pouco a pouco para a criança o mundo da atividade humana que a rodeia: "em toda sua atividade e, sobretudo, em seus jogos, que ultrapassaram agora os estreitos limites da manipulação dos objetos que a cercam, a criança penetra num mundo mais amplo, assimilando-o de forma eficaz" (p.59).

A dança precisa ser vista como um processo educacional e não apenas como diversão. Precisa ser integrada como atividade e linguagem artística, forma de expressão, socialização, e também, como conceito e linguagem estética de arte corporal.

A dança deve ser interdisciplinar com a educação global, deve ser considerada uma atividade de aprendizado que integra o conhecimento intelectual e a livre expressão emocional da criança, podendo então gerar uma consciência e identificação corporal, além de potencializar a criatividade.

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A dança na educação infantil exige cuidados em relação aos movimentos, já que nessa fase de desenvolvimento o corpo da criança necessita de um padrão técnico correto de postura, coordenação motora e aprendizagem global sensorial e perceptiva.

A dança na educação infantil tem como objetivo desenvolver os seguintes aspectos:

1. Aprendizagem
2. Interesse (por dançar ou por desenvolver qualquer outra atividade)
3. Socialização
4. Comunicação
5. Autonomia (pois reforça a autoestima)
6. Cooperação (dançar com um par "obriga" a cooperar)

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Quando a dança é usada com um propósito de desenvolvimento intelectual, emocional ou social e cultural, qualquer ritmo pode ser trabalhando, o importante é: permitir o lúdico e o prazer que essa atividade possa promover na criança.

Importante

Cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem. Um alerta para os educadores, evite cobranças excessivas, faça do momento e do processo da dança uma relação mediada pelo afeto, atenção, pois a autoestima é fundamental para o equilíbrio emocional da criança.

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.