Decepção com o par: os defeitos dele são reais ou são frutos de minhas crenças?

por Eduardo Yabusaki

Sempre que iniciamos um relacionamento somos invadidos por uma série de sentimentos intensos, gostosos e empolgantes. Diante dessa paixão arrebatadora, é comum deixarmos de observar várias características divergentes ou outras que consideramos defeitos. Assim nos entregarmos integralmente aos sentimentos que explodem em nosso peito e cérebro, regando-nos de serotonina e dopamina, hormônios responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

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Pode acontecer de passada a fase inicial da paixão, observando melhor o par,  que a pessoa se depare com características que não considere tão positivas. Nessa hora é preciso ter muito cuidado para que não se decepcione ou se frustre profundamente. Afinal, quem não tem seus defeitos?

Antes de qualquer atitude nesse sentido, é preciso fazer uma autocrítica para que não seja injusto (a) em sua análise. Afinal de contas, por mais que tenhamos nossas convicções e valores, não significa que todos tenham que seguir a mesma cartilha, ou que ela seja única e a mais correta. Podem existir outras cartilhas que tenham outras referências de vida e que sejam tão boas quanto as nossas. Portanto, é preciso muita tranquilidade para avaliar a situação e só depois tomar decisões.

Viu defeitos no seu par? Antes, tenha os seguintes cuidados:

1. Será mesmo que aquilo que vejo como um ‘defeito’ é mesmo um problema que interferirá no relacionamento ou somente desperta preconceitos meus em relação a determinado comportamento, pensamento ou opinião do meu parceiro?

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2. Isso que vejo como um ‘defeito’ é algo que está enraizado mesmo, ou pode ser algo que mude com o tempo e amadurecimento?

3. Será que essa característica é de fato crucial para o relacionamento e impossível de se tolerar inviabilizando a convivência? Afinal, todos temos características que aos olhos dos outros podem parecer ‘defeitos’, mas que são nada mais do que o jeito, reação não intencional, ou um aprendizado ocorrido de forma diferente.

4. Se depois de avaliar seriamente tal ‘defeito’, ainda assim, continuar incomodada (o), fale, converse como seu par a respeito e, se for o caso, reveja sua posição. Desanimar e se desmotivar sem que isso possa ser resolvido, pode significar deixar de viver a oportunidade de um relacionamento de amor profundo e de uma vida inteira. Portanto, é sempre importante esgotar todas as possibilidades e não desistir por causa de um ‘defeito’ que veja no outro.

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Se você acredita que possa ser a pessoa que vale a pena, lute e construa esse relacionamento.

Com um bom canal de comunicação tudo se transforma e se supera. Acredite sempre! Viva e seja feliz!

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br