Quando o desejo surge, o que realmente busco? Amor, sexo, encontro genuíno ou a validação de uma imagem que preciso sustentar?
Resposta: Essa é uma pergunta mais profunda do que parece. Porque nem sempre o que buscamos é exatamente aquilo que imaginamos estar buscando. Às vezes, o desejo é realmente por intimidade, prazer, amor ou parceria. Mas, em outras situações, o que está em jogo é algo diferente: a necessidade de se sentir importante, atraente, escolhido ou validado. Ser desejado pode produzir uma sensação poderosa de valor pessoal. Receber mensagens, conquistar alguém, perceber o interesse do outro ou sentir-se admirado pode funcionar quase como uma confirmação silenciosa de que “eu ainda importo”, “eu ainda sou interessante”, “eu ainda tenho valor”.
Por isso, algumas pessoas acreditam que estão procurando sexo ou amor, quando, na verdade, estão tentando aliviar inseguranças, medos de rejeição ou uma sensação de vazio. Nesses casos, o desejo pela outra pessoa pode estar misturado com a necessidade de ser reconhecido por ela. Além disso, quando a validação é o principal combustível, a euforia costuma durar pouco e logo surge a necessidade de novas confirmações. Já quando existe desejo genuíno, além do prazer de ser desejado, há interesse pela pessoa, pela troca, pela presença e pela construção de algo que faça sentido.
No fundo, querer ser desejado não é um problema. Todos nós gostamos de nos sentir vistos e valorizados. O que merece atenção é quando a autoestima passa a depender excessivamente desse olhar do outro. Porque, nesse caso, a busca deixa de ser por encontro e passa a ser por confirmação.
Atenção!
Esta resposta (texto) não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento.
