É possível ceder no relacionamento sem me aviltar?

por Eduardo Yabusaki

Essa é uma das situações mais difíceis entre o par, quando uma das partes precisa ceder para que brigas, discussões ou mesmo o caos não se instale no relacionamento.

Continua após publicidade

A maior dificuldade é ceder sem que a parte se sinta ofendida, prejudicada ou mesmo humilhada. Esses sentimentos são danosos, pois podem gerar conflitos, menos valia ou inferioridade. Em princípio, o relacionamento deve ser pautado pela troca e igualdade.

O ceder pelo ceder, pura e simplesmente não é saudável, conforme exposto acima. A condição ideal é a concessão e não o ceder pelo ceder.

E do que estamos falando? Afinal, parecem termos tão parecidos?

Sim, e são mesmo. Porém falar de concessão no relacionamento é saber que há troca de gentilezas, ou seja: eu cedo porque é importante para o relacionamento e sei que em outros momentos a outra parte assim o fará também. Enfim, é uma troca de situações entre as partes que deve ser reconhecida e praticada, principalmente em situações difíceis.

Continua após publicidade

Não existe uma fórmula precisa para a prática da concessão, porém alguns passos podem ser observados quando surgirem situações de possíveis divergências.

Divergências: dicas para conceder sem se aviltar:

1ª) Antes de se opor a uma situação, reflita e avalie o quanto ela realmente é impraticável, pois muitas vezes estabelecemos previamente condições negativas em nossos pensamentos e conceitos.

Continua após publicidade

2ª) Mesmo que a situação lhe pareça terrível, busque algo alternativo na mesma situação que possa lhe ser menos sofrido ou agradável. Exemplo: ir a um show que não seja de sua preferência, mas enxergar o ganho de estar junto ao seu par curtindo sua companhia; ou ainda chamar seus amigos queridos e desfrutar de um momento agradável com os mesmos junto ao seu par.

3ª) Focar no relacionamento e não na situação geradora de conflitos. Ou seja, poder aproveitar da convivência com o par. Exemplo: mesmo que tenham opiniões divergentes sobre um assunto, não se fixarem no assunto, mas sim no bom momento de estarem juntos para conversar, se divertir e namorar.

4ª) Não fazer do ceder uma moeda de barganha: eu cedo nisso mas você cede naquilo, pois isso inibe uma boa convivência no relacionamento. Nas situações do dia a dia o casal deve buscar uma convivência prazerosa e positiva. Isso sempre dentro do possível, doando sem se exaurir. Pensar mais no nós do que no eu.

5ª) Procurem sempre o caminho da boa comunicação e do entendimento, pois essa é uma prática importante e permanente para a vida a dois, seja para tratar do que for.

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br