Emoções movem o ser humano

Por Marta Relvas

Por longo tempo, o componente emocional tem sido descuidado na educação institucionalizada. As contribuições científicas recentes auxiliam a resolução dessa deficiência, uma vez que revela e comprova a dimensão emocional do aprendizado. Os estudantes e educadores estão sempre envolvidos em emoções dentro da sala de aula.

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Quando existe a intenção de melhorar a relação socioemocional na escola, torna-se fundamental promover uma aula bem-humorada, para estabelecer um bem-estar físico, psicológico, afetivo, seguro, para liberar neurotransmissores favoráveis à aprendizagem. As emoções básicas, como prazer, tristeza, raiva, medo, amor e alegria têm uma enorme escala de variação, por exemplo: o prazer pode variar da satisfação ao êxtase; à tristeza, do desapontamento ao desespero; o medo, da timidez ao temor; à raiva, do descontentamento ao ódio. Todos esses sentimentos podem ser percebidos em sala de aula, basta um “olhar sensível” do educador!

O educador deve se preparar para encontrar a sua classe diversificada, ajustando os trabalhos de modo a permitir o desenvolvimento máximo das aptidões de cada estudante. E o confronto com a realidade inesperada demandará ajustamentos e adaptações orgânicas, mentais e sociais para lidar com uma nova situação. Isso porque as funções superiores correspondem à característica mais importante do ser humano e resultam do normal funcionamento do cérebro, e que nem sempre estão dentro dos aspectos esperados  pelo professor.

Independentemente da situação que provocou a limitação, a família, a escola, precisa acolher o caso e enfrentar os momentos graves, transformando-os em momentos grávidos, ou seja, dar à luz a novas situações de vida, vivendo e aprendendo dia a dia nessa prática pedagógica.

O espaço escolar precisa ser voltado para a educação emocional (RELVAS, 2012). E o cérebro, que é o território das funções afetivas no encéfalo – tem que ser compreendido no que diz respeito à sua funcionalidade.

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Emoções e sentimentos movem os seres humanos e afetividade, enquanto aliada ao fazer educativo, pode fazer a diferença na vida de professores e alunos, consolidando memória e construindo aprendizados.

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.