Entenda o TDPM

por Karina Simões

Cada vez mais a mulher ocupa espaço no mercado de trabalho e acumula funções como: mãe, esposa, filha, dona de casa, etc.

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Essas funções femininas agregadas podem favorecer ou potencializar os sintomas do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM). E muitas mulheres não sabem lidar com eles.

Os sintomas são: nervos à flor da pele, ansiedade, choro fácil e irritabilidade. Esses são responsáveis pela alteração de humor em cerca de 10% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva.

Esses sintomas fazem parte do quadro do transtorno (TDPM) que o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria) categoriza hoje até como grave e pode incapacitar a mulher em suas atividades.

Ao se fazer uma comparação com a antiga TPM (tensão pré-menstrual) que todas já vivenciaram um dia, esse transtorno é mais agressivo. O que o difere dsa TPM é o fato da mulherr ficar incapacitada para trabalhar e também levar sua vida normal. Ela chega a prostrar se.

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Os critérios diagnósticos do DSM-V incluem: tensão, alteração de humor, irritabilidade, ansiedade, raiva, tristeza, entre outros, que tenham se manifestado nas duas últimas semanas do ciclo menstrual, dentre a maioria dos ciclos, no decorrer do último ano.

Os sintomas estão associados a sofrimento clinicamente significativo, interferindo na vida profissional e pessoal. A perturbação não se classifica como mera exacerbação de outros transtornos, como o de personalidade e o do pânico, porém os sintomas não são inerentes ao uso de outras substâncias (medicação ou drogas ilícitas).

Existe tratamento?

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Sim. A prática de atividade física regular; alimentação balanceada com a orientação de um nutricionista; consultas ao psicoterapeuta para compreender as limitações e suas superações possíveis; e muitas vezes o uso de antidepressivos com auxílio médico resultam na diminuição acentuada das queixas.

Na psicoterapia, a mulher vai compreender sua oscilação de humor e aprender a lidar melhor com suas habilidades de manejo quando as "crises" estiverem chegando, bem como aprender a conhecer melhor tanto a si como o seu corpo, que também faz parte do processo de amadurecimento feminino.

Psicóloga Clínica Cognitivo-Comportamental; Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde - UFP - Universidade Fernando Pessoa em Portugal. Defendeu a sua dissertação com excelência e nota máxima sobre: “A interferência das redes sociais nos relacionamentos”. Especialista em Psicologia da Saúde, Desenvolvimento e Hospitalização – UFRN; Especialista pela Faculdade de Medicina do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP – SP. Foi professora da Pós-graduação em Psicologia – Terapia Cognitivo-Comportamental (Unipê). Há 20 anos atendendo na clínica a adolescentes, adultos, casais e famílias. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mantém o Blog próprio desde 2008. Mais informações: www.karinasimoes.com.br. Atendimentos com consultas presenciais ou online