É interessante como a sociedade hipermoderna adora dar nome a todo tipo de comportamento. Agora a mídia fala sobre a masturbação meditativa. Trata-se da prática da masturbação guiada por áudios eróticos produzidos por mulheres para mulheres.
Assim, a masturbação meditativa seria uma prática que une atenção plena e prazer, estimulando não apenas a excitação, mas principalmente o uso da imaginação e a conexão com o próprio corpo. Então, o que a experiência da masturbação meditativa poderia proporcionar à mulher: benéficos e, algum ‘malefício’, se houver. Você poderia falar o que a experiência da masturbação meditativa poderia proporcionar à mulher: benéficos e, algum ‘malefício’, se houver…
Resposta: Boa questão. Muitas vezes a sociedade só “reembala” experiências antigas com nomes novos. Masturbação, imaginação erótica e atenção ao corpo sempre existiram. O que muda, quando se fala em “masturbação meditativa”, é a proposta de viver isso com mais presença e menos no modo automático. Vivida assim, essa experiência pode trazer bons ganhos. Ajuda no autoconhecimento do próprio corpo, algo que muitas mulheres nunca tiveram espaço real para desenvolver. Fortalece a imaginação erótica, reduzindo a dependência de estímulos visuais muito intensos. E pode ter um efeito regulador emocional: diminui tensão, favorece relaxamento e uma relação mais gentil com o próprio prazer.
Possíveis malefícios
Os possíveis “malefícios” não estão na prática em si, mas no uso que se faz dela. Pode virar uma idealização do prazer “perfeito”, criando cobrança. Pode gerar dependência de um formato muito específico de estímulo, dificultando a espontaneidade. E, em alguns casos, pode ser usada como fuga emocional, quando vira o principal recurso para lidar com frustrações e vazios.
Em resumo: como proposta de presença e conexão com o próprio corpo, tende a ser positiva. O critério de saúde continua sendo o mesmo de quase tudo na sexualidade: se amplia a liberdade e o contato consigo mesma, faz bem; se vira rigidez ou anestesia emocional, vale olhar com mais cuidado.
Em resumo: a chamada “masturbação meditativa” pode ser uma forma bonita e potente de fortalecer a relação da mulher com o próprio corpo, com o prazer e com a imaginação. Não é uma revolução, nem uma cura mágica, é só uma proposta de vivenciar algo muito humano com mais presença.
Atenção!
Esta resposta não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento.
