Me apaixonei pelo meu chefe. E agora?  

“Me apaixonei logo pelo meu chefe. Nossa, puxa vida… com tantas pessoas no mundo para me apaixonar… Estou bem confusa… perdida… Devo abrir o jogo com ele? Se em caso afirmativo, como faria isso? Se puder me ajudar, ficarei bastante aliviada! Obrigada.”

Resposta: Essa é uma pergunta muito importante. Primeiro, você precisa avaliar a disponibilidade afetiva dele (está namorando, apaixonado por alguém etc).
 
Depois, acredito que falar de uma forma direta é mais assertivo, para não deixar nada nas entrelinhas: “Fulano, estou apaixonada”; “Estou gostando de você”; “Tenho interesse em você de forma amorosa” etc.

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A questão maior é qual o impacto disso, se você não for correspondida. E se não for correspondida, isso pode gerar algum problema profissional para você? 

Digo isso porque algumas empresas têm regras sobre relacionamentos amorosos. Assim, você precisa ver como funcionam as regras da empresa em que trabalha. Sei que algumas empresas permitem pares (pessoas com o mesmo nível hierárquico), mas não veem com bons olhos relações de níveis diferentes, isso porque pode dar sempre a sensação de um favorecimento para o(a) cônjuge do(a) chefe.

Como lidar com o namoro dentro da empresa?

E se for correspondida e começarem a se relacionar, como irão lidar com a relação dentro da empresa? Essa relação será exposta, escondida, será comunicada somente aos superiores? A ideia é tentar manter um clima ameno, sem deixar arestas para que mal-entendidos não aconteçam. Até porque, nessas situações, o que vemos, é que normalmente a pessoa que tem o cargo mais baixo são as primeiras a serem desligadas em caso de confusão por conta da relação amorosa.

Antes de se decidir, em abrir ou não o jogo, veja se existem outras relações amorosas na empresa e como elas funcionam. Assim, será mais fácil tomar a decisão. Outra possibilidade, é procurar uma outra oportunidade de trabalho (se possível), caso optem por dar seguimento nessa relação.  

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Atenção!
Esta resposta não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento

Psicóloga Clínica, Psicodramatista pela Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama (ABPS), cursando nível II e III na Sociedade Paulista de Psicodrama e Sociodrama (SOPSP) e Terapia de Casal no Instituto J L Moreno. Pesquisadora no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas FMUSP no PRO AMITI no setor de Amor Patológico e Ciúme Excessivo. Vice-presidenta da Associação Viver Bem