Meu amante virtual quer ir para o real e eu não. O que faço?

por Eduardo Yabusaki

O mundo virtual tem oferecido condições para a mulher viver situações inusitadas e inimagináveis, que muitas vezes pemeiam seus sonhos, fantasias e desejos. Situações que acabam censuradas pela dia a dia ou mesmo pela limitação estabelecida dentro do proprio relacionamento.

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Dessa forma, utilizar-se do recurso virtual permite que essa mulher continue no seu cotidiano sem interferências ou frustrações, mas muitas vezes deixando de observar que algo possa não estar tão bem nesse relacionamento.

Entretanto, o homem que inicialmente se submete em ser um amante virtual, com a evolução ou intensificação do tesão ou sentimento, certamente passa a assediar essa mulher para um encontro real, não se satisfazendo mais só com o virtual. Nesse momento começa-se a criar um vínculo e expectativas diferentes daquelas nutrida pelo relacionamento virtual.

Risco

Nessa condição o risco passa a ser maior e coloca-se ora o relacionamento virtual na berlinda, ora o relacionamento com o cônjuge. Assim… o melhor seria dar um fim nesse romance virtual, rever o relacionamento real e buscar nele o que esteja insatisfatório ou deficiente e assim melhorar e aprofundar mais a vida a dois.

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Porém, nem sempre isso ocorre. A mulher passa a viver repetitivas buscas para saciar sua necessidade de romance de forma virtual, entrando num ciclo repetitivo de envolvimentos fortuitos e sem estrutura; movida apenas por impulsos imediatos, que inicialmente podem parecer saudáveis. Porém, se perpetuados, podem trazer um distanciamento dela em relação ao seu par.

É preciso que ela esteja muito atenta para não demandar energia excessiva para os relacionamentos virtuais e que não substitua por fantasias o que só pode ser satisfeito pelo relacionamento real. Ou seja, o prazer proporcionado pelo relacionamento virtual nunca substituirá um bom e prazeroso momento a dois com o contato físico e presencial.

Por mais que o relacionamento virtual seja uma situação fácil e segura, ele é parcial e irreal. Portanto, não pode ser uma fonte permanente de busca pelo prazer ou realização de fantasias. A interação com a outra pessoa e a troca são sempre muito mais prazerosas e representativas para nossa percepção e sentimentos.

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Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br