Minha relação está adoecendo?

Por Eduardo Yabusaki

Sabemos que nada garante que um relacionamento seja bom ou tranquilo o tempo todo.

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Acredito nem isso seja o ideal. Afinal de contas, as divergências existem e sempre existirão. Entretanto, o que não deveria predominar são as diferenças ou as individualidades em detrimento da vida a dois ou da estrutura familiar.

Vivemos tempos em que pouco se respeita os limites e regras estabelecidas na convivência em parceria e essas devem ser estipuladas única e exclusivamente pelo par, e não através do senso comum – como muitos fazem.

Esse planejamento sobre a vida a dois deve ocorrer conforme as necessidades surgidas na convivência e no cotidiano do relacionamento.

Entretanto, observamos que mesmo com todas as condições favoráveis, existem relacionamentos que tomam rumos negativos para a convivência em parceria e que podem entrar em rota de ruptura. Para que isso não se torne uma surpresa, pode se ter alguns cuidados e atenção para que não se chegue a situações extremadas.

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Meu relacionamento está adoecendo? Seis sinais de alerta

1. Eu ou nós?

Observe se no seu dia a dia você tem feito prevalecer os interesses da vida conjugal, ou se tem prevalecido os interesses e vontades pessoais. Se for predomínio da segunda situação, estado de atenção para o relacionamento. As individualidades são importantes, entretanto não podem prevalecer sobre o relacionamento, o entendimento é fundamental para que se possa conciliar interesses. Mas essa doação/entrega deve ser natural, sem se exaurir.

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2. Namoro

Avalie como está o enamoramento entre vocês no dia a dia; se têm momentos exclusivos para o par, momento do olho no olho, bom papo, carinhos e beijo despretensioso. Troca de afagos e proximidade sem interferência de filhos, celular ou TV. Se estiver faltando momentos assim, sinal de alerta. Interação envolvente e afetuosa é sempre importante para a convivência diária, ajudando inclusive a superar problemas e dificuldades.

3. Como nos tratamos?

Observe como se tratam um ao outro no seu cotidiano, se com leveza, educação, carinho, bom humor; ou inversamente: com rudeza, grosseria, agressividade e explosões. Sinal de alerta: nenhum relacionamento resiste por longo tempo exposto a maus tratos, isso só desgasta e magoa as partes.

4. Há paciência e tolerância?

Verifique constantemente como anda a paciência e a tolerância para com o seu par. Afinal, na convivência a dois, estes são requisitos preponderantes para as situações adversas. Nós somos responsáveis por nutrir e controlar nossas emoções e suas manifestações. Se paciência e tolerância estiverem em baixa, esse é um sinal de alerta vermelho, pois pode-se entrar num estado de tensão e estresse favorável à ruptura no relacionamento ou consigo mesmo.

5. Palavras e atitudes

Veja como anda a comunicação entre vocês, não só a verbal como a não verbal, pois por vezes a verbal vai bem e quando avalio as ações não correspondem, ou ainda o inverso: tenho atitudes carinhosas, mas quando abro a boca, falo de forma agressiva. É preciso que haja um equilíbrio para que o que está negativo não contamine ou destrua o positivo. Se falo tranquilamente e ajo de forma agressiva, o que falo de nada vale.

6. Construção e sonhos 

Considere sempre que relacionamento é uma construção permanente, ou seja, é preciso que elaborem sonhos e planos juntos para que tenham perspectivas de futuro.

Lembre-se, para um relacionamento dar certo, é preciso que se faça por onde para que ele verdadeiramente dê certo.

Não queremos aqui achar que esta seja a fórmula do relacionamento ideal; são apenas dicas observadas ao longo do tempo trabalhando com casais e que nos indicam situações que podem ajudar a evitar desavenças e desentendimentos graves, que podem ser altamente destrutivos para a parceria.

Viva seu relacionamento com amor, dedicação, empenho, assertividade, afetuosidade, respeito, boa comunicação, bom humor e, acima de tudo, muita paciência e tolerância.

Seja feliz e propague!

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br