Não deixe o boletim do seu filho acabar com o seu dia

por Marta Relvas

A importância dada a esse aspecto relacionado com a aprendizagem tem aumentado significativamente na atualidade.

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Isso se deve em grande parte ao fato de que o sucesso do indivíduo está ligado ao bom desempenho escolar.

As dificuldades de aprendizagem não estão ligadas apenas aos sistemas biológicos cerebrais, mas podem ser causadas por problemas passageiros como, por exemplo, um conteúdo escolar que nem sempre oferece à criança condições adequadas para o sucesso do aprendizado, a separação dos pais ou a perda de alguém. Isso pode trazer problemas psicológicos/comportamentais, falta de motivação e baixa autoestima. Essas dificuldades podem ser apresentadas também em crianças com: atividades cognitivas normais, ausência de alterações motoras ou sensoriais, nível socioeconômico e cultural aceitável ou bom ajuste emocional.

A aprendizagem se dá no cérebro por modificações funcionais e comportamentais. Depende da influência genética de cada um associada ao ambiente onde está inserido, sendo esse responsável pelo aporte dos estímulos sensitivos/sensoriais conjugados e ativados pelo sistema límbico relacionado aos aspectos afetivo-emocionais. 

Portanto, aprender é um ato desejante e de plasticidade cerebral (capacidade que o cérebro tem em realizar novas conexões), modulado por fatores intrínsecos (genéticos, desejos, vontades) e extrínsecos, como: informações do cotidiano, internet, etc… Ou seja, todos os estímulos que vêm do ambiente externo e que perpassam pelos nossos canais sensoriais do corpo. Sem dúvida, entende-se que aprender é mediado pelas relações afetivas e emocionais e pelos estímulos externos recebidos – veja texto anterior.

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Não deixe que o boletim do seu filho acabe com o seu dia. Como fazer isso?

1º) Antes de tudo, mantenha a calma, seu filho só tirou nota abaixo do desempenho escolar esperado. Não significa que ele não aprende, ele pode não ter assimilado um determinado conteúdo por algum motivo.

2º) Considere que ele não vale pela nota que tirou! Mas as causas precisam ser investigadas.

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3º) Converse com ele de maneira clara e com segurança percebendo o que realmente aconteceu.

4º) Os fatores envolvidos nas dificuldades para a aprendizagem podem ser: a escola,  a família e a criança.

5º) Busque a coordenação e o apoio do núcleo psicopedagógico da escola.

6º) Após a detecção dos principais problemas que interferem na aprendizagem, a criança deve ser encaminhada e acompanhada por um profissional que o oriente nos estudos constantemente, a fim de garantir sua integridade cognitiva, afetiva e social para uma vida plena e saudável. E o melhor profissional a princípio é o que está mais próximo dele na escola, o professor. Se por acaso a situação não possa ser acompanhada somente pela escola e a família, caberá então o acompanhamento de outros profissionais mais específicos.

A escola com a família deverão ser mediadores do processo de aprendizagem, reforçando o contexto pedagógico dos conteúdos a fim de que o aluno se sinta mais seguro e consiga superar esses obstáculos escolares.

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.