Não há motivos para tentarmos separar a razão das emoções

Por Marta Relvas

O sistema límbico é responsável pelo processamento e controle das emoções no cérebro humano. Constituido pelo, hipotálamo, hipocampo e as amígdalas cerebrais. Juntos, esses componentes trabalham para criar emoções simples e complexas. E eles contam com o sistema nervoso com a função de ajudar as pessoas a expressar e transmitir pensamentos, ideias e sentimentos.

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O cérebro, também,  possui uma região denominada córtex pré-frontal, sendo esta uma região relacionada a diversos processos cognitivos complexos, como expressão da personalidade, tomada de decisões, moderação de comportamentos socialmente adequados e formação de memórias emocionais. Por isso, essa área cerebral é tão importante para lidarmos com pensamentos conflitantes; definirmos o que é positivo ou negativo e tomarmos boas decisões com base no que imaginamos que será o futuro.

O córtex pré-frontal, nos ajuda a atribuir um significado emocional a cada experiência que vivemos, o que facilita muito a tomada de decisão pois, em momentos futuros, esse valor emocional pode ser trazido à tona, nos ajudando a prever se o desfecho de uma situação será positivo ou negativo.

Se fôssemos capazes de nos livrar completamente de emoções, seria muito difícil julgar opções como boas ou ruins e nossa tomada de decisão seria transformada em um processo desesperadamente neutro. Não há motivos para tentarmos separar a razão das emoções. Na verdade, as emoções são uma parte indispensável da nossa vida racional e são elas que nos ajudam a tomar decisões equilibradas.

As emoções e os sentimentos fazem parte de nossas vivências e são importantes na solução de problemas, no raciocínio e no funcionamento inteligente, em relação às questões que o ser humano se depara em sua vida, num constante equilíbrio/desequilíbrio em busca de uma homeostasia.  

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Para Damásio (2013), a ligação do corpo com a emoção se relaciona com o que chamou de homeostasia, que seria uma maquinaria que regulariza a vida e que, neste processo, também pode-se incluir as relações sociais e culturais às quais o ser humano está inserido, provocando um movimento no sujeito capaz de influenciar o grupo social e a cultura de um grupo. O ser humano reage à detecção de um desequilíbrio no processo de vida e, ao perceber este desequilíbrio, procura corrigi-lo, no sentido de adaptar-se, dentro dos limites da biologia humana e do ambiente físico e social.

 

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.

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