Odeia segunda-feira? Veja cinco dicas para sair dessa

por Thaís Petroff

A sexta-feira é um dia esperado por muitos, já a segunda é bastante aversiva para diversas pessoas.

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Basta chegar a noite de domingo e muita gente já começa a sofrer pela segunda-feira que se aproxima. Se você se identifica com essa situação, pode ser que sofra da síndrome de segunda-feira.

Um fator comum em quem sofre dessa síndrome é a angústia e ansiedade presentes ao se aproximar o término do final de semana ou logo na segunda-feira pela manhã.

Por vezes aparecem até alguns sintomas físicos: dificuldade para acordar cedo, indigestão, dores de cabeça, dores musculares.

Fatores relacionados à síndrome de segunda-feira:

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Há alguns aspectos que estão relacionados a essa síndrome e sendo modificados podem livrar a pessoa desse sofrimento.

1º) É comum nos finais de semana e feriados que as pessoas quebrem seus hábitos e comam e bebam mais do que devem, troquem a noite pelo dia, deem uma de “esportistas de final de semana” e o resultado é que se inicia a semana tendo de lidar com esses excessos. Já se  inicia a semana cansado, com o organismo precisando se recuperar dos feitos do final de semana e por isso torna-se tão difícil começar a semana.

2º) Outro ponto é o seguinte pensamento: “Vou aproveitar para fazer no final de semana tudo aquilo que não faço durante a semana”. Dessa maneira sobrecarrega-se de compromissos e não se tem tempo para descansar. Quando termina o final de semana, o desejo é de que ele estivesse apenas começando para poder se recuperar de todo o cansaço.

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3º) Há ainda aquele hábito de procrastinar todas aquelas atividades chatas e trabalhosas tanto quanto possível, muitas vezes pensando: “Vou deixar isso para resolver na semana que vem”. Desse modo, passa-se em alguns casos o final de semana preocupado com essa obrigação e logo na segunda-feira já torna-se necessário lidar com esse aborrecimento.

4º) A insatisfação com o trabalho também está relacionada com a síndrome de segunda-feira. Ao não ver sentido no que faz e perceber a atividade profissional como desprazerosa, é esperado que quando se inicia a semana, haja sofrimento ao retomar essa atividade.

Cinco dicas para superar a síndrome de segunda-feira:

1ª) Por que não dividir a diversão em pequenas partes durante a semana toda?

Marcar para quarta-feira aquele cinema com a namorada, logo para segunda a happy-hour com os amigos, para quinta aquele jantar com as amigas, na terça uma corridinha.

Desse modo a semana passa também a oferecer atividades prazerosas e não se sobrecarrega o final de semana e se evita também os excessos.

2ª) Por que abarrotar o final de semana com compromissos?

Cada vez mais nos privamos de aproveitar as pausas e nos enchemos de tarefas, compromissos e afazeres.

A vida moderna nos traz um excesso de informação que acaba por nos viciar no ritmo acelerado. Deixe algum tempo livre no final de semana, aprenda a não ter que preencher todo o tempo com atividades.

3ª) Por que deixar para depois o que pode ser feito hoje?

Tarefas chatas sempre serão chatas, não importa quando são feitas. No entanto, adiá-las só aumenta o sofrimento pois, mesmo não as fazendo, sua lembrança retorna à cabeça e você fica preocupado com ela.

Quando se posterga para fazer em outro momento, quanto mais aquele momento se aproxima, mais desconforto traz.

4ª) Crie o hábito de fechar a semana finalizando tudo o que for possível. Adiante o trabalho na quinta, terminando aquele relatório entediante e saia na sexta um pouco mais cedo como aquele sentimento de gratificação por si mesmo. Isso inclusive auxilia a estender o final de semana e ter mais tempo para descansar.

5ª) Por que faço o que faço profissionalmente?

Outra possível causa para a dificuldade de voltar à rotina após os finais de semana e feriados é de não vermos sentido na rotina que vivemos. Fazer todos os dias “mais do mesmo”, seguindo no automático, sem que haja consciência e significado no que se faz, isto somente nos aliena de nós mesmos.

Se não me vejo vivendo a vida de segunda a sexta, esperando o final de semana para fugir dela, tenho a impressão de que é só nessas pausas que me reencontro.

Torna-se necessário questionar-se sobre seu trabalho e sua profissão. Caso não haja satisfação, deve-se procurar outras possibilidades. Se for possível, inclusive busque orientação com um psicólogo ou coach.

Viva com sentido

A vida não pode ser reduzida somente a parcos dias com hora marcada. Precisamos organizar nosso tempo para que seja possível haver momentos para recarregar as baterias e também deixar fluir a nossa energia.

Precisamos equilibrar nossas decisões e comportamentos de modo que haja equilíbrio entre cuidar do outro, cuidar de si, cumprir os compromissos que julgamos importantes e usufruir dos prazeres.

Reavalie o sentido da vida para tê-la repleta de significado de segunda a segunda.

 

Formada em Psicologia pela PUC-SP e Master Coach certificada pelo Behavioral Coaching Institute. Utiliza a Terapia Cognitivo Comportamental como base do seu trabalho, mas reconhecendo a profundidade e complexidade do ser humano e por ser uma eterna curiosa e buscadora de autoconhecimento, fez formações em Bioenergética, Programação Neurolinguística, Yoga, Barras de Access, Theta Healing, Constelação Familiar, entre outras, possuindo uma visão bastante abrangente em sua maneira de auxiliar as pessoas. Possui como foco de vida e trabalho a promoção do autoconhecimento e da inteligência emocional e o desenvolvimento pessoal. https://www.thaispetroff.com.br