Orgasmo feminino: para atingi-lo é preciso se concentrar?

por Margareth dos Reis

Tenho dificuldade de concentração para atingir o orgasmo, somente começo a excitar-me quando o parceiro está prestes a gozar. Daí vem o esforço que deve ser muito intenso e aí gera um desconforto grande da minha parte. Então prefiro deixar para lá. Consequentemente depois de dois anos tive um orgasmo por estimulação.

Continua após publicidade

Resposta: Bem, o orgasmo não está relacionado com concentração ou esforço para atingi-lo. Pelo contrário! Essa experiência depende de estimulações adequadas e suficientes para provocar sensações de prazer que elevem a excitação até que a pessoa chegue ao clímax sexual.

Além disso, vários fatores podem interferir no deleite sexual das mulheres, quais sejam: nível de satisfação emocional e de intimidade com o parceiro, expectativas em relação ao prazer, grau de estresse, entre outros.

No que tange ao orgasmo feminino, há mulheres que só o atingem antes da penetração vaginal por estimulação do clitóris, outras por estimulação do clitóris durante a penetração vaginal, e outras somente com a penetração.

Como você pode perceber, existem muitos fatores envolvidos no prazer sexual feminino. Mas todos convergem para a importância do conhecimento que cada mulher deve ter de si e das respostas aprazíveis que o seu corpo é capaz de emitir.

Continua após publicidade

Também é dessa descoberta que a mulher poderá conduzir o parceiro a uma melhor exploração em termos de satisfação sexual para ela e para ambos.

Que tal então, você trocar a ideia de “deixar o seu orgasmo pra lá” (devido ao esforço intenso que você vem fazendo para se excitar), por se envolver descontraidamente com as pequenas sensações de prazer que podem ir se somando até você “chegar lá” (encontrando assim o seu jeito próprio de experimentar o clímax sexual, que você diz já ter sentido uma vez, e que poderá voltar a sentir sempre que desejar).

Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista em Neurociências e Comportamento pela PUCRS. Psicóloga, terapeuta sexual e de casais, coordenadora no atendimento psicológico de pacientes com disfunções sexuais no Ambulatório da Unidade de Medicina Sexual da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e coordenadora da Pós Lato Sensu em Sexologia: Novos Paradigmas em Saúde Sexual, na Faculdade de Medicina do ABC. Psicóloga, Idealizadora e Colunista no perfil “Conte com as 3” nas redes socias, que aborda temas como comportamento, sexualidade e carreira.

Continua após publicidade