Orgasmo: será que cheguei lá com o meu namorado?

Por Margareth dos Reis

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“Oi! Tenho 18 anos e tenho problemas em ter orgasmo ou gozar. Estou há um ano com o meu namorado e nunca consegui gozar. Eu fico muito excitada, ele me provoca de todas as formas e a única coisa que sinto, é aquele prazer de segundos e logo não consigo deixar ele me tocar mais, pois sinto uma coisa totalmente desconfortável, a gente tenta mesmo assim até eu não aguentar mais e tirar com todas as minhas forças a mão dele de mim. Fico triste e chateada porque ele se sente extremamente inseguro e acaba achando que a culpa é dele por não conseguir me fazer gozar. Aguardo resposta!”

Resposta: O orgasmo, experiência que se caracteriza por uma descarga de tensão muscular, numa série de contrações até atingir o clímax sexual, é decorrente da soma de pequenos prazeres que vão se somando e se intensificando. Assim, a concentração no próprio prazer é fundamental para elevar a excitação até o seu auge, ou seja, o orgasmo, que dura em torno de seis a dez segundos.

No entanto, as fantasias da mulher acerca desse prazer podem dificultar a sua experiência de satisfação sexual. Um exemplo é a expectativa de ela apenas descobrir essa sensação de prazer na relação a dois, o que a impede de, primeiramente, vivenciar com ela mesma as sensações agradáveis e gradativamente crescentes que a levariam a atingir o seu ápice.

Por isso, cabe lembrá-la de que não existem fórmulas para esse prazer. Essa é uma experiência única, em que cada pessoa desenvolve o seu repertório sexual a partir da sua experiência particular e do seu potencial criativo.

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Portanto, não hesite em começar a experimentar essa sensação de prazer sozinha, sem pressa e sem pressão de emoções negativas externas, para alcançar o seu objetivo. A partir disso, você pode seguir em frente sabendo, durante a relação a dois, como orientar o seu parceiro a praticar carícias que possam ser melhores, mais duradouras e mais intensas para você atingir o resultado que deseja.
 

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo não se caracteriza como sendo um atendimento.

Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista em Neurociências e Comportamento pela PUCRS. Psicóloga, terapeuta sexual e de casais, coordenadora no atendimento psicológico de pacientes com disfunções sexuais no Ambulatório da Unidade de Medicina Sexual da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e coordenadora da Pós Lato Sensu em Sexologia: Novos Paradigmas em Saúde Sexual, na Faculdade de Medicina do ABC. Psicóloga, Idealizadora e Colunista no perfil “Conte com as 3” nas redes socias, que aborda temas como comportamento, sexualidade e carreira.

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