Paixão pelo terapeuta: mera questão de transferência?

E-mail enviado por uma leitora:

“Olá, gostaria de tirar uma dúvida sobre transferência, mais precisamente, o fato de sentir que se está apaixonada pelo terapeuta… Estou um pouco perdida.”

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Por Eduardo Ferreira Santos  

Resposta: É natural que uma pessoa fragilizada ao encontrar no terapeuta o acolhimento, a atenção e o cuidado, acabe por torná-lo um mito e, portanto, assim se apaixona por essa figura tão fascinante que a ouve com tanto cuidado e carinho.

No entanto, devido à própria fragilidade do paciente, ele não é capaz de distinguir o profissional da pessoa e essa confusão leva ao aparente sentimento de paixão ou amor.
Algumas vezes, é possível que o terapeuta também sinta o mesmo pela paciente e aí a questão é que não se está mais em um setting terapêutico e sim numa aventura amorosa.
Neste caso, cabe ao terapeuta expor ao paciente o que está acontecendo e encerrar o processo terapêutico.

Mas, se esse sentimento for apenas por parte do cliente, é importante que ele exponha isso na sessão e que se possa “trabalhar” a origem transferencial desse amor ou decodificá-lo em que tipo de sentimento é de verdade.

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Geralmente é a “carência” do paciente, que acolhido, sente mesmo algo pelo terapeuta, mas não é amor.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um médico psiquiatra e não se caracteriza como sendo um atendimento.

 

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