Pessoas com baixa autoestima tendem a ser mais traídas?

por Eduardo Yabusaki

A autoestima tem um papel importante em nossa vida, seja nos relacionamentos interpessoais e no afetivo-amoroso. A partir de como ela esteja, poderá estabelecer condições com as quais iremos interagir com as pessoas.

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Se a autoestima estiver bem e equilibrada, provavelmente iremos interagir de forma natural, tranquila e segura.

Entretanto, se ela estiver rebaixada por qualquer motivo, poderemos nos manifestar de forma temerosa ou insegura.

O que rebaixa a autoestima?

Passar por frustração ou decepção com alguma situação importante ou com pessoas sendo preterida ou traída num relacionamento amoroso… Todas essas situações tendem a abalar severamente a nossa autoestima, fazendo-nos sentir inseguros, desconfiados, temerosos, vulneráveis… Enfim, várias características desfavoráveis para um bom envolvimento e relacionamento.

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Portanto, não é a autoestima rebaixada que favorece a traição, mas sim a falta de confiança que não favorece uma boa interação e bom entendimento entre as partes, fazendo com que o outro se sinta sufocado, intimidado com a pressão ou mesmo desmotivado com tamanha falta de tranquilidade e equilíbrio na convivência a dois.

A pessoa com a autoestima rebaixada desenvolve características de perseguição, medo constante e insegurança; e isso tudo irá interferir diretamente na forma dela se manifestar no relacionamento.

Baixa autoestima: dicas para não deixá-la prejudicar seu relacionamento:

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1º) Sinal amarelo

Se observar que tem se sentido insegura ou que seu ciúme tem sido mais presente ou intenso: avalie e verifique se existem situações que de fato justificam esses sentimentos. Se perceber que não, foque-se e dedique-se em manter a serenidade e a autoconfiança.

2º) Sinal vermelho

Se perceber que tem se sentido com mais necessidade de controle sobre o outro ou de sua presença mais do que o habitual, fique em alerta. Procure se conter, se apegue aos bons sentimentos e experiências que ambos tenham vivido e faça dessas referências o ponto de motivação para você se tranquilizar.

3º) Sinal preto

Se perceber que ocorrem as situações 1 e 2; que não consegue manter o controle ou não se sente em condições de superar; busque ajuda psicoterapêutica; não permita que a insegurança e sua suposta desconfiança aumentem ainda mais. Isso poderá tornar a convivência desgastante e insustentável.

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br