Por que algumas paixões doem tanto?

Você já se perguntou por que algumas paixões doem tanto? Por que aquela pessoa que parecia “a certa” de repente se torna o seu maior espelho de dor?

Jung dizia que onde o amor impera, não há vontade de poder. Mas onde o poder domina, o amor desaparece. Um é a sombra do outro.

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E talvez seja isso o que chamamos de “paixão”: um estado em que o nosso inconsciente toma o volante, e a gente se perde tentando encontrar no outro aquilo que falta em nós mesmos.

A verdade é que a paixão não é amor — é uma projeção. É o complexo do poder se disfarçando de entrega. Queremos “possuir”, “curar”, “mudar” o outro. Mas, no fundo, o que desejamos é ver refletido nele o nosso próprio ideal.

E é por isso que a paixão é viciante. Mesmo quando machuca, basta um gesto, uma mensagem, um like, um “ele/ela mudou” para reacender o encantamento. É o ego se alimentando da esperança de ser reconhecido.

Enquanto o amor verdadeiro é escolha, presença e consciência, a paixão é acontecimento: algo que nos toma, nos desorganiza e nos mostra o poder que ainda queremos exercer sobre o outro — e sobre nós mesmos.

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Qual oportunidade a paixão pode te trazer?   

Mas existe uma beleza nisso: Cada paixão é uma oportunidade de reconhecer o que ainda está inconsciente. De entender o que o nosso coração está tentando nos mostrar por meio do outro.

Quando você se apaixona e sofre, o universo não está te punindo. Ele está te convidando a olhar pra dentro. A enxergar o desejo de poder, a carência de amor próprio, e a possibilidade de cura que nascem dessa dor.

E é exatamente aqui que é necessário o autoconhecimento. Pois só assim você consegue identificar a quem está amando: o seu eu consciente ou o seu complexo inconsciente?

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A paixão é um sintoma. O autoconhecimento te traz o sentido. E o amor — o verdadeiro — nasce quando você escolhe se ver com lucidez. Se você sente que está preso em um ciclo de paixões dolorosas, procure compreender o que o seu inconsciente está tentando te dizer.

Um processo terapêutico — seja o mapa astrológico ou a análise — pode te ajudar a transformar essa dor em consciência, e a sair desse círculo vicioso.

Bárbara Brum, é Astróloga e Taróloga. Formada em Cinema, TV e Mídia Digital e pós-graduada em Marketing Digital. Interpreta os conhecimentos astrológicos e arquetípicos antigos correlacionando-os com o Cinema, cultura pop e fatos do dia a dia como ferramentas de autoconhecimento e empoderamento.