Por que hoje, mesmo com terapia de casal, casamentos duram menos que antigamente?

por Karina Simões

Um grande desafio hoje na área dos relacionamentos afetivos, tanto para as mulheres como para os homens, é encontrar um equilíbrio ou uma fórmula que mostre o caminho da longevidade do relacionamento a dois.

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Esse tem sido objeto de estudo na área da psicologia e do comportamento humano por percebermos uma crescente demanda em consultório por terapia de casal.

Antigamente, talvez na época de meus avós e bisavós, os casamentos tendiam a perdurar mais do que atualmente. Mas devemos compreender também que muitos valores socioculturais foram modificados. Esses passaram por transformações e novas regras conjugais vêm sendo estabelecidas pelos casais.

A evolução feminina no mercado de trabalho e os avanços da mulher em muitas áreas anteriormente ocupadas apenas por homens, assim como um modelo masculino que ainda não assimilou bem essa nova mulher, que foge do padrão e modelo de antigamente, são alguns fatores que têm contribuído para essa confusão de modelos e novas regras a fim de se ter um bom relacionamento.

Muitas relações que fracassam hoje também sofrem influência de uma transição de gerações, as quais tiveram um outro modelo de casamento para se espelharem: a mulher ficava em casa enquanto o homem saía para trabalhar. Muitos da geração atual tiveram esse modelo nas suas casas, e hoje sofrem ao conviver com um novo padrão das mulheres que têm atividades laborativas fora do lar.

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Mas, se temos mesmo uma equação ou uma fórmula para mantermos uma boa relação a dois, essa será uma inquietação e questionamento constantes. Será uma indagação frequente em consultórios de terapia, e sempre um desafio para os que estudam o comportamento humano.

No entanto, claro que alguns fatores como sintonia entre o casal, valores parecidos, sonhos e metas em comum e compatibilidade emocional facilitam muito para que a relação do casal comece e perdure com mais sucesso.

 

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Psicóloga Clínica Cognitivo-Comportamental; Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde - UFP - Universidade Fernando Pessoa em Portugal. Defendeu a sua dissertação com excelência e nota máxima sobre: “A interferência das redes sociais nos relacionamentos”. Especialista em Psicologia da Saúde, Desenvolvimento e Hospitalização – UFRN; Especialista pela Faculdade de Medicina do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP – SP. Foi professora da Pós-graduação em Psicologia – Terapia Cognitivo-Comportamental (Unipê). Há 20 anos atendendo na clínica a adolescentes, adultos, casais e famílias. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mantém o Blog próprio desde 2008. Mais informações: www.karinasimoes.com.br. Atendimentos com consultas presenciais ou online