Por que muitas mulheres estão insatisfeitas com a vida sexual?

por Karina Simões

Para a mulher o sexo tem muito mais sentido com o vínculo emocional do que com o prazer ou clímax em si.

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A intimidade afetiva resultante de se sentir conectada com o parceiro é para ela ingrediente fundamental do bom sexo.

A insatisfação sexual para as mulheres representa muito mais uma frustração e decepção, do que uma crise conjugal, como é encarada muitas vezes, por homens. Isso porque os homens consideram o sexo mais prioritário e para elas a insatisfação sexual pode ter que apenas que passar por alguns ajustes.

Podemos dividir e classificar as disfunções sexuais das mulheres em quatro categorias: dificuldades de sentir desejo; dificuldade de excitabilidade; dificuldade de atingir orgasmo e dores físicas durante a relação sexual. Vejam:

1. Transtorno do desejo sexual hipoativo

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Um desejo rebaixado da atividade e do desejo sexual, em que você ficará angustiada com o sintoma. É diferente da aversão sexual, pois nesse quadro, a pessoa tem fobia a tudo relacionado ao sexo.

2. Transtorno da excitação sexual

A mulher sente desejo por sexo, mas não há respostas de lubrificação vaginal.

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3. Transtorno orgásmico

Há uma dificuldade real e sofrida por não conseguir atingir o orgasmo.

4. Transtorno de dor sexual

Existem várias subcategorias, incluindo a dispareunia (dor recorrente durante as relações sexuais); vaginismo (espasmos na musculatura vaginal que impedem a entrada do pênis, causando dor e sofrimento).

Nossa cultura competitiva, manipulada por luxúria e outros surpreendentes “pecados capitais”, nos ensinou erradamente que o sexo enlouquecedor e que faz “tremer o chão” é um direito adquirido de nascença. Um erro acreditar nisso. Pois, sexo bom e bem feito é aprendido com o tempo e com uma educação sexual correta.

Lembre-se: a chave para abrir a porta para uma sexualidade plena é conhecer a si mesma. Não me refiro apenas ao corpo, mas a construção do seu ser.

Psicóloga Clínica Cognitivo-Comportamental; Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde - UFP - Universidade Fernando Pessoa em Portugal. Defendeu a sua dissertação com excelência e nota máxima sobre: “A interferência das redes sociais nos relacionamentos”. Especialista em Psicologia da Saúde, Desenvolvimento e Hospitalização – UFRN; Especialista pela Faculdade de Medicina do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP – SP. Foi professora da Pós-graduação em Psicologia – Terapia Cognitivo-Comportamental (Unipê). Há 20 anos atendendo na clínica a adolescentes, adultos, casais e famílias. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mantém o Blog próprio desde 2008. Mais informações: www.karinasimoes.com.br. Atendimentos com consultas presenciais ou online