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Mitomania: você sabe o que é?

Redação Vya Estelar 02/04/2018 PSICOLOGIA
Mitomania: você sabe o que é?
Fonte: Google Imagens
Medo, timidez e necessidade de atenção/aprovação são motivações totalmente emocionais para a mentira compulsiva

Da Redação

Não se trata de defender o ato de mentir: uma atitude antiética.

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Mas não é exagero dizer que não sobreviveríamos em nossa sociedade sem uma eventual mentira. Todo mundo mente para evitar situações constrangedoras ou até mesmo para agradar alguém, e essas pequenas mentiras fazem com que a prática seja socialmente aceita. A partir do momento em que as invenções se tornam permanentes e o indivíduo passa a vivenciá-las, a situação pode se reverter para um transtorno chamado mitomania.

De acordo com a psicóloga Sarah Lopes, a mitomania é um quadro psiquiátrico, e pessoas próximas devem fazer o alerta, já que muitos que possuem a doença não estão cientes de suas criações. “O distúrbio envolve uma mania por mentiras, mesmo que não haja necessidade alguma. Semelhante ao quadro compulsivo, o sujeito, na maioria das vezes, não percebe que está mentindo”, explica.

A psicóloga Fabíola Luciano complementa: “A Doença da Mentira, mitomania, se caracteriza pela tendência à mentira compulsiva. A pessoa passa a assumir um estilo de vida baseado sempre em histórias que ela inventa e divulga entre as pessoas que conhece”. E completa: “Na maioria das vezes, como as mentiras são tão variadas e constantes, o mentiroso compulsivo acredita realmente que viveu as experiências narradas, apesar desta ser uma linha tênue. O mentiroso patológico pode contar desde mentiras corriqueiras e cotidianas, sem nenhum impacto para si ou para os outros, até mentiras que sejam de grande proporção, em ambos os casos a pessoa não se sente compelida a revelar a verdade, ao contrário, ela segue sustentando a mentira como se fosse a mais pura verdade.”

Quando se trata de mentira compulsiva (em que a pessoa não consegue parar de mentir), que interfere nas relações familiares, sociais e no julgamento racional do cotidiano, podemos afirmar que estamos falando da mitomania.

O hábito obsessivo e excessivo se difere da prática consciente. “O mentiroso compulsivo é aquele que sempre cria algo diferente da realidade. E, mesmo diante da verdade, não se convence e cria novas histórias para tentar corrigir o lapso anterior”, explica Sarah.

O mitomaníaco tem como sintoma, mentir sem necessidade e com objetivos aparentemente supérfluos para enaltecimento próprio, criando ou valorizando excessivamente os fatos. Apesar da mentira não ser levada à sério, a doença existe: “a mitomania pode ser vista até como brincadeira, muitas vezes acaba sendo a marca registrada de alguém, mas, é um transtorno psiquiátrico e deve ser tratado”.

Tratamento

A partir de avaliação clínica é feito o diagnóstico para iniciar o tratamento, e a família e amigos podem contribuir com informações para identificação do problema. O tratamento dependerá do grau da patologia. Na maioria das vezes a psicoterapia pode ser eficiente, porém nos casos graves, recomenda-se o uso de psicotrópicos.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra e não se caracteriza como sendo um atendimento.




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    mitomania, mentira, compulsiva, tratamento

Redação Vya Estelar

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.



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