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Medicações para pânico e ansiedade podem piorar o estado da pessoa?

Eduardo Ferreira Santos 14/09/2018 SAÚDE E BEM-ESTAR
Medicações para pânico e ansiedade podem piorar o estado da pessoa?
Fonte: imagem Pixabay
Talvez valha a pena você rever com seu médico os remédios prescritos

Por Eduardo Ferreira Santos

E-mail enviado por uma leitora:

“Estou medicada faz 6 meses para crises de ansiedade e pânico, parece que apenas os batimentos cardíacos ficaram controlados, porque este sentimento de inquietude constante e angustia se mantiveram e não consigo sentir prazer como tinha, nem fazendo o que mais gosto. Parece que falta algo dentro de mim, se morresse seria quase indiferente, mas também posso sentir que não, pois minhas filhas precisam de mim, será que a medicação piorou o meu estado. Obrigada”

Resposta: Em primeiro lugar, seria muito importante saber se a medicação que você tomou estava corretamente indicada.

Mesmo que estivesse, há um componente genético importante que faz com que tenhamos ou não enzimas do fígado adequadas para metabolizar a medicação.

De maneira simples, você já deve ter notado que certos alimentos parecem que "não caem bem", gerando o que geralmente chamamos de má digestão.
Pois bem, o mesmo acontece com as medicações.

Por um mecanismo genético, aleatório, alguns de nós não são capazes de metabolizar adequadamente certos tipos de medicação e, portanto, acabamos tendo ou apenas os efeitos colaterais ou mesmo efeitos paradoxalmente contrários ao objetivo da medicação.

Existe hoje em dia disponível um exame chamado de "genotipagem", que é capaz de identificar com um certo grau de acerto, quais os medicamentos mais indicados para cada pessoa.

O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas realiza este exame (não gratuito) a partir de apenas uma coleta de sangue.

Talvez valha a pena você rever com seu médico os remédios prescritos e, se for o caso, realizar tal exame.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um médico psiquiatra e não se caracteriza como sendo um atendimento.

 

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TAGS :

    transtorno, pânico, medicação, efeitos, psiquiatria

Eduardo Ferreira Santos

Psiquiatra e psicoterapeuta. Obteve Titulo de Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP e o de Doutor em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina na USP. Escreveu os seguintes livros sobre relacionamento amoroso: Casamento missão (quase) impossível; Ciúme: O medo da perda; Ciúme: O lado amargo do amor Mais informações: www.ferreira-santos.med.br



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