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Será que sofro de agorafobia?

Thaís Petroff 01/01/2016 PSICOLOGIA

por Thaís Petroff

“Sempre gostei de ir ao cinema, mas ultimamente, tenho que ir sempre acompanhada; sento-me na frente, perto da saída de emergência ou lá atrás, bem próxima à entrada. Às vezes, tenho a sensação de que terei que sair correndo de lá e só de pensar num possível incêndio fico apavorada. Não tenho conseguido pegar ônibus e nem metrô cheios, prefiro caminhar o quanto for necessário. Nos shopping ou lojas, só entro nos dias de semana, quando estão vazios e fora de épocas comemorativas. Uma vez, arrisquei entrar numa loja em liquidação. Com muito esforço fiquei lá uns dois minutos, mas não consegui ver a camisa que havia pedido ao vendedor, saí correndo.”

Esse pode ser o discurso de uma pessoa com agorafobia.

O que é agorafobia?

A palavra agorafobia provém da união entre os termos gregos agora (que significa lugar aberto, grande) e fobia (que significa medo). Desse modo agorafobia seria o medo de estar em locais públicos (amplos) ou em meio à multidão. No entanto, esse diagnóstico é mais abrangente do que isso e pode ser definido como a ansiedade (antecipação) de não conseguir escapar de situações embaraçosas ou de sentir algum mal-estar e não ser socorrido.

Esse medo é inespecífico*. Ou seja, não é ligado a um estímulo específico tal como elevador, escada rolante, etc. e ocorre em mais de uma situação como, por exemplo na presença de multidões, filas, ônibus, metrô, cinemas, túneis, pontes, barcos, congestionamentos ou às vezes até na própria casa quando se está só.

Geralmente esse diagnóstico está vinculado ao da síndrome do pânico, uma vez que ele pode desencadear crises de pânico.

Existem agorafóbicos que não conseguem ficar em casa sozinhos ou sair sem a companhia de uma pessoa, já que temem a falta de suporte em situações de pânico (“E se eu me sentir mal, quem é que vai estar lá para me auxiliar?”). Esse comportamento pode gerar irritação e impaciência nas pessoas, tornando mais difícil a convivência familiar e social do indivíduo.

*Diagnóstico diferencial: Não se deve confundir agorafobia com fobia específica. Essa está relacionada com situações ou objetos determinados, tais como baratas, cachorro, elevador, altura, dirigir veículos, avião etc.




Thaís Petroff

Formada em Psicologia pela PUC-SP e é Master Coach. Utiliza a Terapia Cognitivo Comportamental como base do seu trabalho, mas sabendo da profundidade e complexidade do ser humano, fez formação em Bioenergética, Programação Neurolinguística e Yoga se focando em auxiliar as pessoas a desenvolver e manter emoções mais equilibradas e saudáveis. Foca-se em desvendar e compreender a desafiadora prática das relações, promover transformações cognitivas, emocionais e comportamentais nas pessoas que a procuram e disseminar conhecimento através das mídias sociais. http://www.thaispetroff.com.br



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