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Entenda a diferença entre tristeza e depressão

Karina Simões 06/11/2018 PSICOLOGIA
Entenda a diferença entre tristeza e depressão
Fonte: imagem Pixabay
Saiba aqui como reconhecer alguns sintomas da depressão

Por Karina Simões

Falar em perdas nos remete à dor. Refiro-me a todos os tipos de perdas de uma forma geral. Ninguém parece estar preparado para perder ou sofrer dores muitas vezes imensuráveis. As perdas nos levam a um processo de luto interno que podem causar, em casos mais graves, um quadro depressivo, por exemplo.

Depressão é uma doença série e grave, referenciada como a “doença ou o mal do século”, por ser um mal dos tempos modernos e da nova geração. Uma geração que vive isolada pelo avanço da tecnologia, que acarretou todo o aumento também desse processo depressivo na humanidade. Hoje, então, já percebemos a dimensão e o comprometimento do poder devastador que uma depressão pode causar em alguém.

Nunca se viram tantos casos de suicídio como nos últimos anos. No entanto, é importante distinguirmos a tristeza, como sintoma, de um quadro depressivo. Ou seja, a primeira é um sentimento transitório e passageiro, sendo reação de ajustamento de situações, frustrações e perdas.

A depressão mesmo, muitas vezes, sendo desencadeada por alguma situação adversa, o quadro de humor rebaixado insiste em permanecer acarretando consequências psicossomáticas sérias.

Saiba reconhecer alguns sintomas da depressão:

- humor rebaixado;
- sensação de tristeza;
- autodesvalorização e sentimentos de culpa;
- redução na capacidade de experimentar prazer;
- fadiga;
- concentração prejudicada;
- alteração do sono e do apetite;
- redução do interesse sexual;
- retraimento social;
- crises de choros e possíveis comportamentos suicidas.

A psicoterapia cognitivo-comportamental trata da depressão e postula conceitos específicos em que o indivíduo deprimido tem uma visão de si, do outro e do mundo sempre de forma obscura e negativa. Isso se deve ao fato de a capacidade da pessoa deprimida de racionalizar sentimentos positivos estar embotada. Ou seja, como se em seu cérebro só restassem sentimentos direcionados à tristeza, à apatia e à infelicidade.

A fim de aliviar a dor emocional e outros sintomas vinculados à sensação de luto e perda, a depressão  se constitui uma das metas do tratamento da psicoterapia focalizando, dessa forma, nas interpretações errôneas, atitudes e pensamentos disfuncionais do paciente.

A terapia objetiva, assim,  enfatizar e levar em consideração os esquemas cognitivos preexistentes em sua história de vida. A maioria desses pacientes deprimidos é atraída a fazer apenas generalizações negativas exageradas.

Compreender que o mundo se torna cinza para a pessoa deprimida e fazer um movimento de acolhimento são atitudes fundamentais para o paciente sentir-se seguro em seguir adiante numa busca por um tratamento adequado.

Ajudar o paciente a aprender a ressignificar suas emoções e identificar as suas distorções de pensamento fazem parte do objetivo terapêutico.

Diante de tudo isso, vamos prestar mais atenção nas pessoas ao nosso redor e aprender a perceber os sinais que as pessoas nos dão quando se sentem assim. A depressão é uma doença silenciosa e costuma matar quem sente, e quem está ao lado sofre junto consequentemente.

A partir de agora, encare de forma mais séria a depressão e entenda que há tratamento. Cuide-se e cuide de quem está ao seu lado.




TAGS :

    depressão, tristeza, sintomas, psicologia

Karina Simões

Psicóloga clínica cognitivo-comportamental. Possui especialização em Psicologia da Saúde e Desenvolvimento pela UFRN. Especialização pela Faculdade de Medicina do IPHC da USP. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mais informações: www.karinasimoes.com.br



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