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Ah, entendi!... Mas e aí, o que faço agora?

Ana Lúcia Paiga 30/11/2018 PSICOLOGIA
Ah, entendi!... Mas e aí, o que faço agora?
Fonte: imagem Pixabay
Entenda como funciona o processo de se libertar do conteúdo crítico recebido dos pais

Por Ana Lúcia Paiga

Em geral, não é difícil num processo terapêutico, chegar-se à compreensão dos fatos. As peças do quebra-cabeça vão se encaixando e a cena surge diante de nossos olhos, clara como nunca.  A mente racional compreende a lógica que estabeleceu a crença e gerou o comportamento automático.

É aí que surge a questão mais frequente para o terapeuta:

- Mas isso tem jeito?...

 Nesses momentos costumo voltar um passo atrás e perguntar:

- Se pudesse voltar no tempo e mudar sua história, o que gostaria de ter ouvido de seus pais?

Rogério (saiba mais) conseguiu listar algumas frases de estímulo, aprovação e acolhimento, que jamais ouviu em casa.

Exemplos:

Parabéns meu filho!!!

Isto está muito bom!

Viu como você consegue?

Não tem que ser o melhor de todos, basta fazer o Seu melhor.

Se precisar de ajuda, conte comigo. Vamos descobrir juntos.

Não se ganha sempre. O importante é não desistir.

Eu acredito em você. Você pode!

Eu te amo.

Note, que se sou capaz de saber exatamente o que gostaria de ter ouvido de alguém, posso dizer isso a mim mesmo, através de meu Pai Nutritivo. Ao fazer isto estou deixando de repetir e acreditar no conteúdo Crítico que recebi e registrei e transformo meu Pai interno em Nutritivo. Minha Criança passa a contar com esta ajuda internamente e eu não preciso depender de um personagem externo. Não sou mais uma Criança que precisa dos pais para sobreviver. Sou um ser completo com autonomia para escolher e agir de forma a exercer meu potencial.

Esta é a verdadeira libertação do enredo. Aos poucos a Criança começa a acreditar em si mesma, e passa a sentir e agir de maneira mais confiante. A cada conquista, sua auto estima aumenta e depois de algum tempo, todo o medo vai desaparecendo. Os fatos se tornam sua nova referência. Não as sombras de um passado.

Por que insistir em esperar que alguém se transforme, me dê o que eu quero, se sou capaz de me dar isto agora e sair desta condição de vítima?...

Não escolhemos que tipo de pais teremos ao nascer, mas podemos escolher os pais que seremos para nossos filhos e para nós mesmos.
Isso muda a vida.

Esta é a nossa responsabilidade.




TAGS :

    pais, filhos, autoestima

Ana Lúcia Paiga

Faz psicoterapia para adolescentes, adultos e casais. Leciona Curso Básico de Análise Transacional (duração de 12 horas). Coaching (life-coaching e equipes. Realiza supervisão de profissionais ligados à educação (Lar Sírio Pró Infância). Faz palestras diversas sobre temas de autoconhecimento. Criação e Condução de workshops de desenvolvimento. Preparo e Acompanhamento de grupos à Comunidade de Findhorn. “Acredito que a melhor maneira de evoluir é compartilhar experiências.”



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