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Qual é o perfil de João de Deus?

Tatiana Ades 14/01/2019 PSICOLOGIA
Qual é o perfil de João de Deus?
Fonte: Google Imagens
O poder dado a um psicopata pode ser destrutivo, seja ele um político, médico, juiz...

Por Tatiana Ades  

O perfil de João de Deus é o de um psicopata, que usa de poder para poder abusar de pessoas frágeis e vulneráveis.

O poder dado a um psicopata pode ser destrutivo, seja ele um político, médico, juiz etc.

Essas pessoas usam de sua hierarquia social, financeira ou profissional para roubarem almas, dinheiro ou apenas praticar o sadismo por puro prazer.

Devemos entender o perfil das vítimas que não denunciaram por tanto tempo.

É muito comum que essas mulheres tenham se sentido coagidas, temerosas e extremamente assustadas. Existem vários fatores que determinam o silêncio dessas vítimas e é muito importante que nunca as julguemos.

Numa situação assim, a mulher pode achar que criou em sua mente uma falsa memória, que exagerou, entendeu errado, como mecanismo de defesa para conseguir lidar com o abuso.

Outra possibilidade é o medo de ser perseguida pela pessoa que hierarquicamente possui mais poder. A vítima nesse caso se sente incapaz de fazer justiça, só consegue falar quando outras pessoas denunciam.

Algumas mulheres permanecem caladas por culpa, muitas vezes a vítima se sente culpada pelo abuso, questionando o que pode ter feito de errado para ter provocado tal ato.

Muitas dessas mulheres carregarão um enorme trauma para o resto de suas vidas, um estresse pós-traumático, depressão, pânico e pensamentos suicidas.

Caso você esteja sendo assediada moralmente, psicologicamente ou sexualmente por um colega, chefe, marido, médico, não importa, busque ajuda judicial e emocional.

Segurar esse segredo apenas irá te trazer enormes malefícios à saúde física e mental.




TAGS :

    joão de deus, perfil, psicologia

Tatiana Ades

É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.



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