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Aspectos da terapia psicológica - Parte 1

Regina Wielenska 21/02/2019 PSICOLOGIA
Aspectos da terapia psicológica - Parte 1
Fonte: imagem Pixabay
Como escolher um psicoterapeuta?

Por Regina Wielenska

Psicoterapia ou terapia psicológica é uma forma de intervenção exercida por psicólogos e médicos, geralmente psiquiatras, que tenham sido especificamente treinados para o exercício legal e científico dessa atividade profissional. Fique alerta para falsos psicoterapeutas, pessoas sem formação profissional adequada e que fizeram precários cursos não oficiais por seis meses ou um ano e se autodenominam terapeutas.

Minha coluna de hoje fará menção predominantemente ao atendimento de adultos. A maior parte das terapias psicológicas ocorre por meio da palavra, do diálogo entre um cliente e seu terapeuta. Há psicoterapias mais vivenciais, ou as que, por exemplo, usam recursos expressivos como a arte. Por trás disso tudo há um profissional registrado no respectivo conselho regional, seja médico ou psicólogo. Busca-se estabelecer uma atmosfera de respeito e confiança recíprocos entre terapeuta e cliente, que siga princípios éticos e técnicos.

Linhas de psicoterapia

Psicoterapeutas geralmente seguem uma linha teórica que orienta suas reflexões sobre o caso atendido, implica em uma visão de mundo e formas de intervir. Há muitas possibilidades de linhas, como as várias terapias de orientação psicanalítica, terapia junguiana, terapia analítico-comportamental, terapia cognitiva, psicodrama, terapia existencial e várias outras. Cada uma dessas abordagens, ou linhas teóricas, propõe ao cliente um estilo de interação.

Como escolher um psicoterapeuta?

Entendo que um cliente possa ficar confuso para escolher um psicoterapeuta, com tantas sutilezas, modalidades de pensamento e formas de atender. Um critério provisório, quiçá inicial, seria optar por conhecer um terapeuta que já atendeu satisfatoriamente algum amigo ou conhecido. Outro jeito seria solicitar a um médico de confiança que lhe encaminhe para um profissional de boa reputação. Mas, vencida essa etapa, caberá ao cliente sentir se entre ele e aquele psicoterapeuta específico foi possível estabelecer um relacionamento clinico de qualidade e confiança, que permita dar prosseguimento aos atendimentos, cuja frequência tende a ser de ao menos uma vez por semana, com duração de 45 ou 50 minutos cada sessão.

Não esmoreça se a primeira tentativa não for bem-sucedida, muitas vezes o ajuste cliente-terapeuta pode acontecer só numa oportunidade subsequente. Reside aí uma semelhança com a compra de um calçado: a forma ideal para a pessoa A pode não servir para B. O jeito é buscar em várias lojas...

Na próxima coluna vou comentar sobre os propósitos da psicoterapia de adultos.




TAGS :

    psicologia, psicoterapia, modalidades

Regina Wielenska

É psicoterapeuta na abordagem analítico-comportamental na cidade de São Paulo. Graduada em Psicologia pela PUC-SP em 1981, é Mestre e Doutora em Psicologia Experimental pela IP-USP. Atua como terapeuta e supervisora clínica, é também professora-convidada em cursos de Especialização e Aprimoramento. Publicou dezenas de artigos científicos, e de divulgação científica, além de ser coautora de livros infanto-juvenis.



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