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Neurogames: como eles modificam nosso cérebro?

Marta Relvas 09/05/2019 COMPORTAMENTO
Neurogames: como eles modificam nosso cérebro?
Fonte: imagem Pixabay
São jogos criados para exercitar o cérebro, uma ginástica cerebral

Por Marta Relvas

Pais e professores expressam sempre grande preocupação com a influência que as novas tecnologias de comunicação podem ter sobre o funcionamento do cérebro e sobre o desempenho neurobiológico e psicológico de crianças e adolescentes.

A evolução tecnológica é inevitável, muitos de nós vivemos a época do rádio, da TV, programas infantis, novelas, propagandas, enfim, informações que ainda fazem parte de nosso dia a dia.  Novas tecnologias se somaram às mídias mais antigas, e a humanidade dispõe hoje de um acervo de possibilidades de acesso à cultura e à educação nunca antes imaginado.   

E quando o assunto é neurogame, aumenta a preocupação por parte dos pais, porém, o objetivo deste jogo é potencializar os aspectos cognitivos, não estando relacionados ao entretenimento, e sim, ao processo da aprendizagem, tendo como proposta, desenvolver habilidades da memória, atenção,  emoção e a melhoria da capacidade visomotora, além, da   tomada de decisão e autonomia. São jogos criados para exercitar o cérebro, uma ginástica cerebral.

"Cérebro eletrônico"

Importante fundamentar que existem grupos de pesquisadores que desenvolvem e atuam com este tipo de “cérebro eletrônico”, e que alguns voluntários são convidados para interagir com estes jogos, sendo que o objetivo é monitorar as atividades cerebrais e mapeá-las por meio de imagens para possíveis reconhecimentos funcionais.    

Por meio dessas ferramentas e aplicativos, áreas cerebrais podem ser estimuladas com mais intensidade, como, raciocínio lógico, velocidade motora e cognitiva. Todo nosso corpo está representado no cérebro, por meio das fibras brancas e o córtex (superfície do encéfalo) que possui os corpos celulares das células neurônios, substância cinzenta, responsável pelas funções cognitivas do cérebro.

Vale destacar que a evolução do cérebro humano, já acontece há pelo menos... 2, 8 milhões de anos, desde que o Homo habilis transformou uma pedra lascada em uma lança para caça. O nosso córtex ampliou as conectividades neurais e as possibilidades cognitivas, para o contemporâneo Homo sapiens, o homem da metacognição.
       
O que os neurogames modificam?      

Trazendo para a atualidade, os neurogames são capazes de provocar uma modificabilidade estrutural nas redes neuronais, chamada de neuroplasticidade, podendo ser duradoura ou temporária dependendo da atividade proposta, da idade e da intensidade de horas dedicadas.

Porém, uma questão para ser repensada, é que o uso excessivo das novas tecnologias, telas, podem trazer efeitos contrários, ou seja, nocivos. Podendo, prejudicar o hipocampo que é a estrutura da memória de longo prazo, o hipotálamo que é a área do cérebro que ajusta a homeostase do corpo, e o comprometimento de outras partes cerebrais também. Estudos demonstram que ficar mais de duas horas diante de uma tela é altamente prejudicial à saúde humana, podendo provocar a ativação de áreas cerebrais relacionadas à dependência, vícios.

Então, devemos usá-los com “moderação”.   




TAGS :

    neurogames, neurociencia

Marta Relvas

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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