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O ciumento tem muito amor-próprio ou falta dele?

Eduardo Yabusaki 31/05/2019 PSICOLOGIA
O ciumento tem muito amor-próprio ou falta dele?
Fonte: imagem Pixabay
Saiba como a falta de amor-próprio ou o seu excesso pode afetar a sua relação

Por Eduardo Yabusaki

Temos vivenciado tempos de relações afetivas amorosas complexas, interessantes e conflituosas. Dentre tantos conflitos, um dos que se destaca, é o ciúme. Mas o que faz uma pessoa ser ciumenta em um relacionamento que, em princípio, deve ter por base a confiança e a boa convivência?

Inúmeras podem ser as características que podem levar uma pessoa a ser ciumenta, desde dificuldades em confiar, até mesmo estruturas de personalidade não devidamente ajustadas a uma vida equilibrada.

O que é amor-próprio?

Aqui destaco o amor-próprio, ou seja, o quanto o ser humano se reconhece em seus valores e sentimentos e como ele nutre positivamente essa visão. O amor-próprio em excesso pode ser gerador de ciúme, bem como a sua falta também pode ser. Portanto, a condição ideal do amor-próprio é que ele esteja alinhado com a nossa realidade emocional e afetiva, bem como a racional. Enfim, precisamos nos ver e nos valorizar dentro de critérios realísticos e positivos em relação à nossa convivência social. Simplifico, precisamos nos reconhecer como somos verdadeiramente e nos valorizarmos por isso.

Amor-próprio em excesso

Se ele estiver excessivo pode gerar uma percepção distorcida e trazer uma visão de superioridade, não permitindo ao outro se manifestar com destaque, gerando sentimentos de rivalidade e, por consequência, gerar ciúme e conflito na relação.

Exemplo:

A esposa passa a ter um destaque por uma promoção na empresa e, no grupo familiar ou de amigos, passa a ser o centro das atenções. Ele que sempre ocupava essa posição pela imponente capacidade empreendedora, perde, mesmo que temporariamente, seu posto atrativo socialmente. Isso gera nele um ciúme em relação à esposa, tanto pelo assédio como pela atenção que ela recebe. Ele sente-se desprestigiado e com sentimentos de inferioridade, que aliás são irreais, pois nem é inferior e nem está sendo desprestigiado. Simplesmente, a sua esposa está vivendo um bom momento e merece ser reconhecida por isso.

Falta de amor-próprio

Já sua falta pode tornar a pessoa insegura e com sua autoestima rebaixada, fazendo-a sentir-se não merecedora, aquém das expectativas e inferiorizada. Desta feita, qualquer exposição pública do seu par, pode se transformar num motivo gerador de ciúme. Afinal, a possibilidade de ser assediado existe, porém, estamos sujeitos a esta exposição o tempo todo.

O que define o que vai acontecer é corresponder ou não a esse assédio. Portanto, confiar é um elemento basal em qualquer relacionamento, porém quem está com seu amor-próprio rebaixado, tem sua autoestima abalada e sem força para acreditar ser merecedor do outro e, por consequência, acredita que o outro também o vê da mesma forma e tendendo a ceder ao assédio, mesmo que isso seja irreal.

Sentir ciúme é natural  

Podemos dizer que o ciúme é um sentimento inerente ao ser humano e aos relacionamentos, entretanto, o que vai torná-lo destrutivo, é como ele será encarado dentro do relacionamento. Assim sendo, não é preciso temer o ciúme, mas sim, reconhecê-lo para poderem juntos criar estruturas saudáveis para enfrentamento do mesmo e reforço do amor-próprio de ambos.

Finalizando sobre o amor-próprio: ele é fundamental, pois determina como me sinto comigo mesmo e como vou me apresentar frente ao mundo. Amor-próprio ajustado pode ser sinônimo de bem-estar, tranquilidade, segurança, confiança, motivação e, por consequência, boa convivência, interação social e bom relacionamento afetivo-amoroso.

Cuide do seu amor-próprio. Isso não é piegas e ninguém pode fazer isso por você, a não ser você mesmo. Viva seu amor-próprio de forma equilibrada e verá que, por mais difícil algo possa lhe parecer, com serenidade e equilíbrio, tudo se resolverá. Viva, ame e seja feliz sempre!




TAGS :

    amor-próprio, autoestima

Eduardo Yabusaki

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br



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