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Sou bonito, inseguro e não consigo me envolver com mulheres. O que fazer?

Anette Lewin 01/01/2016 PSICOLOGIA
Muitas vezes encontros amorosos não passam da primeira ou segunda vez

por Anette Lewin

"Apesar de ser persuadido, atraente e bonito como a maioria das pessoas fala - e eu acredito! Não consigo me desligar da insegurança de me envolver com mulheres. O que faço, por favor!"

Resposta: Acreditar que sendo bonito e persuasivo você conseguiria conquistar a mulher que você quisesse seria, no mínimo, sinal de falta de critica. Como você percebe que não é bem assim, e se sente inseguro diante das tentativas de conquista, antes de mais nada... parabéns pelo bom senso!

Quando se pensa em conquista amorosa, deve-se imaginá-la como um jogo sem muitas regras que possam ser generalizadas. Cada pessoa espera algo diferente de quem a corteja e as expectativas vão se revelando nos encontros. Assim, a primeira palavra de ordem seria: atenção. Se você estiver atento à pessoa que quer conquistar, ela mostrará a você, seja de forma explícita ou não, o que ela gosta e o que não gosta; o que aceita e o que não aceita; o que quer e o que não quer.

Ao mesmo tempo, nos primeiros encontros, ela vai mostrar a você quem é, como pensa, como se comporta. E você também vai ter uma ideia mais clara sobre quem é a pessoa que atraiu você fisicamente e saber se além da parte física, a cabeça dela também lhe agrada. Sim, a conquista é uma estrada de mão dupla. Os dois estão avaliando e sendo avaliados. Só depois dessa primeira avaliação, é que o relacionamento poderá começar de fato.

Assim, se suas ansiedades se referem ao início da conquista, saiba que muitas vezes encontros amorosos não passam da primeira ou segunda vez. Porque muitas vezes a pessoa cobiçada não é, na realidade, tudo aquilo que o outro imaginava.

Se, porém, você consegue atrair as mulheres, mas não sabe como manter um relacionamento, alguns pontos devem ser trabalhados.

Passo-a-passo para dar "gás" no relacionamento após o impacto da atração:

1º) Primeiramente lembre-se que o essencial é agir de forma natural em cada encontro. De nada adianta seguir um script, agindo de forma artificial e criando um personagem que não é você. Certamente você não conseguirá sustentá-lo por muito tempo.

2º) Outro ponto importante é saber ouvir a pessoa que você está conhecendo. Faça perguntas, interesse-se pelas respostas, sorria se achar engraçado, expresse suas emoções durante a conversa. Quase todo mundo gosta de falar de si quando se encontra frente a um interlocutor que se interessa pela sua história.

3º) Não esqueça também de respeitar o tempo do outro. Existem pessoas que não estão dispostas a longos encontros no início de um relacionamento. Se sentir que a conversa chegou num ponto em que não evolui mais, deixe o resto para o próximo encontro. De nada adianta esticar um papo que já se esvaziou, muitas vezes por falta de familiaridade. Se isso ocorrer, evite conclusões precipitadas. O problema não é necessariamente você. Pode ser que sua interlocutora prefira conhecê-lo aos poucos e também não tenha tanta coisa a dizer num primeiro ou num segundo encontro.

4º) Por fim, considere que a conquista amorosa requer prontidão para a vida a dois. Você pode até querer se envolver com alguém, mas se não estiver maduro para assumir o vínculo, a tarefa será bem difícil. A maturidade para o amor envolve experiências, entendimento do que seja compartilhar vivências, generosidade, consciência da necessidade de diálogo nas resoluções e, principalmente, respeito ao outro. E um contínuo investimento na manutenção da conquista. Porque ninguém é obrigado a ficar com quem já abandonou o jogo amoroso.

Vya Estelar Responde

Vya Estelar quer colocar você, querido leitor, mais perto ainda de nós. Esse profissional irá responder dúvidas enviadas pelos internautas sobre um determinado tema. A psicóloga Anette Lewin responderá sobre relacionamento amoroso, conflitos na vida a dois e conjugal. Esta resposta possui dois formatos: 1º formato: responder as perguntas enviadas pelos leitores. 2º) formato: de A a Z, explicar através de uma palavra em específico (verbete) o significado do que sentimos ao amar. Esta palavra será extraída de um e-mail enviado pelo leitor a esta coluna. Os e-mails serão selecionados e editados de acordo com critério editorial do Vya Estelar, já que não será possível responder a todos. Seu nome e e-mail serão preservados.

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Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data. É coach em saúde mental.



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