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Bronzeamento artificial pode provocar câncer de pele

Sonia Corazza 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Câmaras de bronzeamento estão proíbidas pela ANVISA

por Sonia Corazza

Há muita diferença entre tomar o sol natural e a exposição realizada nas câmaras de radiação artificial para bronzeamento.A luz do sol é formada por radiação e ondas, entre estes os raios ultravioleta (UV) e infravermelho (IR), que exercem efeitos significativos sobre a pele.

A radiação infravermelho eleva a temperatura do corpo nos fazendo suar e causando o aparecimento da "vermelhidão". Já os raios ultravioleta são responsáveis pela maioria dos efeitos negativos da luz solar, veja só:

ultravioleta A - que consegue atravessar a epiderme e atingir camadas mais profundas da pele. Promove o bronzeado e causa uma vermelhidão fraca, mas a exposição contínua provoca alterações irreversíveis nas fibras de colágeno causando o envelhecimento cutâneo precoce, além do pior, que é favorecer o aparecimento do câncer de pele.

ultravioleta B, que deixa a pele muito vermelha e é responsável pela queimadura solar. Bronzeia pouco, mas seu efeito benéfico se dá pela transformação do ergosterol epidérmico em vitamina D. Em contrapartida é responsável pela destruição celular e a longo prazo favorece o espessamento provocando lesões que podem evoluir para câncer de pele.

O que é bronzeado?

O bronzeado é uma reação de proteção que a pele desencadeia contra a radiação ultravioleta. Além disso, o bronzeamento é uma forma natural da pele proteger as células de Langerhans, cuja função consiste em desencadear as reações imunológicas da pele e dela participar. Portanto, o bronzeado é uma forma que a pele tem de evitar danos maiores ao organismo.

E as câmaras de bronzeamento?

As câmaras usam a radiação UVA, principal responsável pelo envelhecimento da pele, além de também predispor ao câncer de pele. A radiação UVA penetra profundamente na pele, alterando fibras elásticas e colágenas, provocando rugas, perda da elasticidade e manchas. Portanto, quem pensa que apelar para o bronzeamento artificial significa evitar o perigo do sol, está muito enganado! Além de causar a perda precoce das características de maciez e sedosidade da pele, a luz artificial UVA pode acelerar um processo de câncer de pele. As câmaras de bronzeamento estão proíbidas pela ANISA. 

Autobronzeamento como alternativa segura

Se você deseja o aspecto bronzeado, mas não quer saber de envelhecer rapidamente, nem de contrair um câncer de pele, a saída é apelar para os autobronzeadores. Formulados com substâncias que provocam uma reação química segura, de escurecimento da pele, provocam a pigmentação da camada mais externa da pele, que é a camada córnea, proporcionando uma cor semelhante à do bronzeamento.

Há algum tempo este tipo de produto apresentava o inconveniente de manchar a pele, mas agora existem ingredientes ativos que harmonizam o tom de pele tingindo-a numa tonalidade cenoura-dourada.

Procure formulações contendo a dobradinha: DHA (Dihidróxiacetona) + Eritrulose, substâncias que reagem com os aminoácidos da queratina normalmente presentes na pele, formando pigmentos de cor marrom, chamados melanóides. A combinação de DHA e Eritrulose representa a solução ideal para um bronzeado natural e uniforme, sem manchas, sem perigo e sem ressecamento da pele. Sua pele vai adorar!




Sonia Corazza

É engenheira química especializada em Cosmetologia. Tem 25 anos de experiência como formuladora de cosméticos. Atuou em empresas líderes no setor. É autora do livro Beleza Inteligente (Madras). Mais informações: www.belezainteligente.com.br



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