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Para uma relação evoluir, é preciso que ambos se esforcem

Luiz Alberto Py 19/09/2017 PSICOLOGIA
Para uma relação evoluir, é preciso que ambos se esforcem
Fonte: imagem Pixabay
Amar é uma atitude de generosidade e reciprocidade

por Luiz Alberto Py

Caso você esteja procurando encontrar uma pessoa com quem dividir sua vida, aqui vão algumas ideias que podem contribuir para alcançar seu objetivo. É claro que não existe nenhuma fórmula mágica, mas pode-se fazer algumas observações sobre as estratégias mais favoráveis para encontrar pessoas do sexo oposto em condições favoráveis para construir um relacionamento.

Em primeiro lugar, você precisa se envolver com o projeto. Quer dizer, convém você estar constantemente com a atenção voltada para a possibilidade de, a qualquer momento, esbarrar com seu príncipe (ou sua princesa). Pode ser numa fila de ônibus, numa reunião em casa de amigos, em um casamento ou neste novo espaço de encontro:  a Internet com seus 'Tinders da vida'. É necessário estar sempre alerta à possibilidade do encontro transformador. E quando surgir a oportunidade, agarre-a com firmeza. Não vale fingir que não quer, quando está interessado. Uma boa relação precisa de espontaneidade e sinceridade desde o começo.

Lembre-se de que o namoro é uma relação de amor, portanto prepare-se para amar e ser amado (a). Para amar, você precisa, em primeiro lugar, de autoestima, ter amor por si mesmo. Só podemos dar o que temos: você precisa se sentir alvo de amor para poder fazer do outro o alvo de seu amor. Gostar de si mesmo é básico, por que se não for assim, facilmente se cai em uma atitude bastante comum de auto-desvalorização a que se segue a desvalorização do outro. "Se eu não presto, quem gosta de mim também não presta ou, no mínimo, não sabe escolher." O respeito e a consideração, tanto por si próprio quanto pelo parceiro, são alicerces do relacionamento sem os quais a evolução favorável fica prejudicada ou mesmo impossibilitada.

Amar é uma atitude de generosidade e reciprocidade. Durante o relacionamento, pense sempre no interesse de seu parceiro e se assegure de que ele pensa em seu interesse. Ou seja, a sua generosidade é importantíssima, mas a do outro é também indispensável. Amar consiste em tentar ajudar a pessoa amada a ser feliz. A felicidade é uma referência importantíssima entre duas pessoas que pretendem viver juntas. Nenhum projeto de vida pode abrir mão de uma dose plena de felicidade e bem-estar. Amor entre adultos exige reciprocidade, amar sozinho, sem ser correspondido, não tem sentido: uma relação é boa somente quando é boa para ambos. Se um está feliz e o outro não, o namoro não faz sentido.

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Para uma relação evoluir é preciso que ambos se esforcem, senão ela fica estagnada. O investimento de energia e esforço precisa ser direcionado levando-se em conta estes elementos fundamentais. A relação precisa crescer para não perecer vítima da acomodação e da mesmice. Ela deve ser nutrida com criatividade e com uma particular atenção para o fato de que coisas novas, novas atitudes e descobertas no âmbito do encontro do casal, são o alimento que mantém nutrido o amor.

A vida sexual precisa ser valorizada e estimulada para que a monotonia não domine o leito conjugal. Vale a pena você manter uma conversa franca com o parceiro sobre a satisfação que a atividade sexual está trazendo para ambos. Criatividade e mudanças podem ser os elementos que salvam um casamento de perder a graça e a alegria.

Finalmente, lembre-se de que o ciúme - por mais natural que seja, pois existe no comportamento dos animais - é uma emoção instintiva que precisa ser dominada e deve ser cuidadosamente mantida à distância. Nada mais destrutivo para o casamento do que a indulgência para com o sentimento de ciúme e a possessividade que o acompanha. Apesar de não terem espaço em uma relação adulta e madura, eles são seu pior inimigo e estão sempre ameaçando invadir o desejado ambiente do amor e do altruísmo com sua carga de egoísmo e intolerância. Manter reprimidos, e sob estrito controle, o egoísmo, o ciúme e a possessividade é fundamental para a sobrevivência e o crescimento de qualquer relação de amor.




TAGS :

    amor, amar, relacionamento, casal, monotonia, rotina, feliz

Luiz Alberto Py

É médico psiquiatra e psicanalista. Clinica no Rio de Janeiro e faz palestras por todo o Brasil. Publicou em 2002 o best-seller "Olhar acima do horizonte", em 2004: "A felicidade é aqui" e "Saber amar" todos pela editora Rocco. Mais informações: http://doutorpy.blogspot.com



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