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Conheça a homotoxicologia, a variante da homeopatia

Redação Vya Estelar 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

por Alex Botsaris

Homotoxicologia pode ser considerada uma variante da homeopatia, se bem que nem todos os homeopatas aceitem essa corrente como parte do arsenal terapêutico homeopático. Essa corrente foi criada por um médico homeopata alemão, Dr. Hans-Heinrich Reckeweg (1905-1985), que nasceu e clinicou em Berlim até meados do século passado.

A proposta do Dr. Reckeweg era procurar um campo comum entre a homeopatia e a medicina alopática que despontava então, como novos medicamentos com grande potencial de cura como os antibióticos. Partindo do pressuposto que as doenças são causadas por aquilo que ele chamou de “homotoxinas”, que seriam quaisquer substâncias, sejam próprias ou estranhas ao organismo humano, que gerassem disfunções nas células e sistemas.

Segundo Reckeweg, o surgimento de uma homotoxina gerava três tipos de reação no organismo: eliminação numa fase inicial, seguida de reatividade – uma fase inflamatória; e finalmente a deposição – quando a toxina seria absorvida pelo tecido humano causando alterações mais sérias e persistentes – como o surgimento de uma célula cancerosa.

Reckeweg baseou-se numa pesquisa, na época recentemente divulgada, que relatava um fenômeno conhecido por “hormese”. Esse fenômeno mostra que em concentrações baixas uma substância causa efeitos paradoxalmente contrários aos gerados em concentrações maiores. Não existe ainda explicação lógica para o fenômeno da hormese, mas o fato é que toxicologistas tem re-estudado e comprovado que ele é comum a maioria das substâncias biologicamente ativas. Até hoje o fenômeno da hormese sofre discriminação devido a sua associação com o efeito de medicamentos homeopáticos, mostrando que há uma resistência dos médicos convencionais com novos paradigmas para a ciência médica.

Reckeweg criou muitos novos medicamentos e fundou um laboratório chamando Heel, que existe até hoje em Baden-Baden, na Alemanha. As novas fontes de substâncias para fazer medicamentos homotoxicológicos, propostas pelo cientista variavam de substâncias secretadas por células (como a histamina – usada para tratar crises alérgicas), passando por enzimas, medicamentos convencionais, metais pesados, toxinas ambientais (como DDT e outros organoclorados) até substâncias retiradas de fungos e bactérias (como a Cândida e o Staphylococcus aureus).

Com isso ele criou um arsenal de mais de 6 mil novos medicamentos, muitos deles feitos a partir de combinações de novas substâncias e medicamentos clássicos da homeopatia. Estima-se que na Alemanha, onde é muito popular, cerca de 50% dos médicos, receitam medicamentos homotoxicológicos, mesmo aqueles de formação “alopática”. Mais de 150 trabalhos científicos foram feitos com homotoxicologia nos últimos anos, sendo uma proporção grande de estudos clínicos.

A Sociedade Internacional de Homotoxicologia, com sede em Baden-Baden premia, todo ano, o melhor trabalho nesse campo com dinheiro e um troféu homenageando o fundador dessa terapêutica. Numa revisão recente, foram selecionados sete trabalhos clínicos feitos com medicamentos homotoxicológicos, que cumprem com todas as exigências metodológicas de excelência. Neles, seis trabalhos apontaram um efeito significativo do ponto de vista estatístico, dos medicamentos homotoxicológicos – o que aponta sua eficiência em várias doenças.

Pacientes com doenças alérgicas, infecções crônicas ou recorrentes (como herpes), doenças auto-imunes, e intoxicações (como por metais pesados) foram os que mais se beneficiaram da homotoxicologia, conforme os resultados existentes na literatura mundial. Essas são as áreas onde existem mais estudos e também onde o resultado relatado pelos pacientes é mais positivo.

Mas segundo o Dr. Reckeweg, qualquer pessoa, com qualquer doença, pode também se tratar usando a homotoxicologia, independente de outros tratamentos que esteja fazendo. O seu objetivo não é ser excludente, e sim acrescentar mais uma arma na busca de cura e alívio dos sintomas das doenças que afligem o ser humano.

Atenção! Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico e não se caracterizam como sendo um atendimento




Redação Vya Estelar

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.



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