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De que tipo de afeto você está carente?

Arlete Gavranic 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Muitas mulheres reclamam, mas não demonstram do que gostam

por Arlete Gavranic

"Estou desesperada. Tenho uma relação sólida com tudo o que sempre esperei: uma vida confortável e tudo para ser feliz. No entanto, sinto um vazio emocional. Sei que o meu marido me ama, mas sinto falta de afeto e gentileza."

Aprender a conversar com o parceiro e ter atitudes afetuosas, é o primeiro passo, pois muitas vezes os casais se acomodam e ficam ambos carentes achando que casamento é assim mesmo" Muito frequentemente encontramos essa queixa feminina: viver uma relação satisfatória em muitos aspectos, mas sentir uma necessidade de algo mais afetivo.

A expectativa de muitas mulheres é idealizada demais, por isso é preciso tomar cuidado para não viver frustrações desnecessárias.

Precisamos fazer várias perguntas para refletir sobre essa "carência".

De que tipo de afeto você está carente?

1ª) De um amor idealizado?

2ª) De ganhar flores, presentes?

3ª) De um comportamento sempre sedutor?

4ª) Da falta de beijo, de abraço, andar de mão dada, dormir de conchinha, receber carinho ou elogio?

5ª) E você, como se comporta junto dele? É carinhosa? Sabe elogiar?

6ª) Sabe demonstrar interesse sobre as atividades e projetos dele ou está sempre muito centrada em você, nos seus afazeres, filhos e mal dedica um carinho ou elogio a ele?

7ª) Você demonstra seu desejo ao parceiro sem ser em tom de reclamação?

Faço questão de ressaltar SEM TOM DE RECLAMAÇÃO,  pois muito frequentemente as mulheres ao invés de demonstrarem o que gostam, como gostam, elas reclamam, o que traz uma impressão muito chata e, ao invés de aproximar, muitas vezes afasta o parceiro.

Ressalto essas questões, pois você mesma disse "... que tem uma relação sólida com tudo que esperou na vida".

Então é necessário ver se você não está romantizando demais esse afeto desejado e se você provoca e estimula situações afetuosas.  

Aprender a conversar com o parceiro e ter atitudes afetuosas, é o primeiro passo, pois muitas vezes os casais se acomodam e ficam ambos carentes achando que casamento é assim mesmo; e não precisa ser. Mas para isso os dois precisam conversar, sem acusações, mas com tom de conquista e sedução: elogiar e mostrar que gosta.

Se o seu parceiro não tiver grandes 'traumas' ou histórias de rejeição ou violência, as coisas podem melhorar muito. Caso ocorram outras questões como mágoas, medos e  'traumas', aí pode ser necessário a ajuda de um terapeuta.
 
Mas afeto e carinho fomentam atitudes de afeto e mais carinho... Aí o que já é bom, pode ficar melhor ainda!

 

 




Arlete Gavranic

Psicóloga, Mestre em Educação; Educadora e Terapeuta sexual pela Sbrash, Coordenadora e docente dos cursos de Pós-graduação lato sensu em Educação sexual e em Terapia sexual do ISEXP/ Sbrash. Docente dos cursos de pós-graduação em Educação sexual e Terapia sexual da UNISAL e coordenadora do pós de Terapia Sexual da UNISAL.



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