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Sofro de sonambolismo. O que faço?

Joel Rennó Jr. 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

 por Joel Rennó Jr.


Resposta: O sonambulismo, por definição, não é secundário ao uso de medicamentos, embora tais medicamentos possam desencadeá-los em algumas pessoas predispostas. De uma forma geral, inicia-se nas primeiras horas de sono (entre uma a três horas após o adormecer e geralmente no primeiro ciclo de sono). Sua duração é variável, desde poucos segundos até vários minutos. Se o sono não for interrompido, o episódio de sonambulismo termina espontaneamente e a criança - sempre a mais afetada -, continua a dormir em estágios profundos de sono.

Na maioria dos casos nenhum tratamento é necessário. O sonâmbulo e a família devem ser orientados de que esses eventos raramente indicam problemas médicos ou psiquiátricos sérios. Nas crianças, os episódios de sonambulismo tendem a diminuir com a idade, ocasionalmente persistindo na idade adulta.

O sonambulismo pode ser induzido por substâncias ou medicamentos depressores do sistema nervoso central, como por exemplo, antipsicóticos, hipnótico-sedativos, antidepressivos tricíclicos, hidrato de cloral. Nesses casos, aplica-se o diagnóstico de Transtorno do Sono Induzido por Substância, tipo Parassonia.

A melhor forma de lidar com essa e outras questões é sempre fazendo o uso de tais medicamentos, quando necessário, com orientações e acompanhamento médico. O sonambulismo deve exigir o acompanhamento da pessoa e também cuidados para que não haja acidentes. A pessoa sonâmbula deve ser acompanhada com cuidado e evita-se acordá-la abruptamente. Até porque o tempo é pequeno. A suspensão do medicamento é necessária.

Pessoas que sofrem de insônia, antes de tudo, devem fazer uma avaliação pormenorizada do distúrbio do sono em questão. Há muitos subtipos diferentes. Geralmente, os médicos avaliam o paciente e solicitam a polissonografia. Esse exame é importante para um diagnóstico diferencial entre os vários tipos diferentes de distúrbios do sono.

Doenças clínicas, uso de determinados medicamentos, ingestão excessiva de chá preto e cafeinados, excesso de atividades físicas e intelectuais no período noturno, alimentação exagerada no final da noite, estresse, entre outros fatores, podem causar insônia. Nem sempre tais medicamentos hipnótico-sedativos devem ser instituídos imediatamente.

Um alerta deve ser feito para o uso crônico de sedativos que podem causar dependência (a maioria deles), prejuízos sérios da qualidade do sono, fadiga, depressão e perda de memória. Quando tais medicamentos forem utilizados devem ser pelo menor tempo possível (4 a 6 semanas) e com acompanhamento médico.

A autoprescrição e automedicação são condutas erradas e que devem ser proscritas pela sociedade. devido aos sérios riscos envolvidos.

Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam como sendo um atendimento

 




Joel Rennó Jr.

Dr. Joel Rennó Jr. MD, Ph.D. Professor do Departamento de Psiquiatria da FMUSP. Diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher - Instituto de Psiquiatria da USP. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein- São Paulo. Coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisa de Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). www.psiquiatriadamulher.com.br



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