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Ressonância magnética sugere relação entre atividade física e neurogênse

Ricardo Arida 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

por Ricardo Arida

Estudos recentes têm esclarecido alguns fatos intrigantes sobre como o exercício afeta o cérebro

- "Você está literalmente remodelando seu cérebro simplesmente com o movimento".

Algumas décadas atrás acreditava-se que o cérebro adulto não produzia novos neurônios depois do nascimento. Essa noção tem sido descartada por pesquisadores nos últimos anos. Esse fenômeno é conhecido como neurogênese.

Esses novos neurônios são criados no hipocampo, uma região do cérebro envolvida com aspectos da memória e aprendizagem. Milhares de novas células são produzidas a cada dia, apesar de muitas não sobreviverem após seu nascimento.

Animais de laboratório que fazem uma corrida voluntária (atividade em roda) mostram aumento de novos neurônios. Ainda, a corrida nesses animais provoca um fortalecimento da comunicação entre os neurônios assim como aumento da vascularização cerebral, com um efeito no aumento do fluxo sanguíneo e oxigênio para o cérebro.

Ressonância magnética

Apesar desses estudos não terem sido conduzidos em humanos, pesquisadores realizaram um *estudo com ressonância magnética em indivíduos que faziam exercício físico regular (uma hora por dia, 4 vezes por semana, durante 3 meses) para verificar se existe uma correlação entre exercício físico e neurogênese em humanos. Um aumento do volume sangüíneo cerebral na região que se observa a neurogênese (hipocampo) foi observada nesses indivíduos, sugerindo que a formação de novos neurônios também pode ocorrer em humanos.

Portanto, existem muitas evidências mostrando que uma atividade física regular, dieta apropriada e repouso adequado com conseqüente diminuição do estresse, podem aumentar a função cerebral e possivelmente induzir a formação de novos neurônios.

*Pereira AC, Huddleston DE, Brickman AM, Sosunov AA, Hen R, McKhann GM, Sloan R, Gage FH, Brown TR, Small SA. An in vivo correlate of exercise-induced neurogenesis in the adult dentate gyrus. Proceedings of the National Academy of Sciences 2007 Mar 27;104(13):5638-43.




Ricardo Arida

Possui graduação em Educação Física pela Universidade de São Paulo (1980), mestrado em Medicina (Neurologia) pela Universidade Federal de São Paulo (1995), doutorado em Medicina (Neurologia) pela Universidade Federal de São Paulo (1999) e pós-doutorado pela Universidade de Oxford-UK. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de São Paulo. Tem experiência nas áreas de Neurociências e Fisiologia do Exercício Mais informações: www.ricardoarida.wordpress.com



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