Promoção de funcionário em pequena empresa gera ciúme nos colegas?

por Roberto Santos

"Trabalho numa empresa há 12 anos e infelizmente na mesma função, não por falta de esforço de minha parte. Há cinco anos a empresa fechou a filial e abrimos uma representação da mesma, continuamos na mesma função, no escritório somos três assistentes. Porém, acabo me sobressaindo mais, isso na visão do meu chefe e de parceiros. Eles acreditam que caberia a mim a função de Coordenadora. Detalhe: as outras assistentes certamente não aceitariam essa mudança. Como fazer isso de forma a não atrapalhar o desempenho?"

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Resposta: A capacidade de trabalho e competência técnica são condições necessárias para o progresso de carreira em uma empresa, porém não são suficientes.

Em seu caso, se a empresa fechou sua filial no maior mercado nacional é porque, provavelmente, ela não está bem financeiramente e seu foco deve ser a redução de custos.

Se seu chefe a reconhece como alguém que se sobressai e você trabalha há 12 anos na mesma função, por que ele aumentaria os custos da empresa num momento de crise para a empresa? Ele deve acreditar que você é uma pessoa leal que não tem ambições — difícil de perder para o mercado — e que, portanto, se resignará a continuar exercendo uma liderança informal, sem o título e eventuais benefícios que viriam com ele.

Resta você fazer-se a pergunta:

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"Estou disposta a passar mais 12 anos nesta empresa, sobressaindo-me mas não tendo reconhecimento por isso, na forma de promoções pelo menos?" ou

"Prefiro me sobressair numa zona de conforto ou sentir-me desafiada, correndo riscos, mas apostando em minha capacidade de trabalho, competências técnicas e de liderança?"

Por isso, em minha opinião, suas respostas não virão do chefe lhe dar a promoção ou suas colegas aceitarem sua liderança. Você tem que responder a você mesma, o que você quer para os próximos 12 anos ou mais de carreira que tem pela frente.

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Profissional de Recursos Humanos, com mais de 40 anos de atuação no mercado, Roberto teve diversas posições como profissional e executivo de RH em multinacionais de grande porte. É sócio-diretor da Ateliê RH, consultoria com mais de 14 anos de atuação no mercado, e distribuidor Hogan no Brasil. Mais informações: www.atelie-rh.com.br