Qual a melhor escola para meu filho estudar?

por Marta Relvas

No início de ano letivo sempre cabe a grande dúvida: “A melhor escola é a que tem mais conteúdo, considerada a “forte”, ou a que saiba valorizar os aspectos cognitivos, emocionais, sociais e afetivos?”

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Tomar essa decisão não é fácil, já que se deve atentar a relevantes aspectos desse novo ambiente de aprendizagem formal, de convivência e formação de pensamento crítico do cidadão. Apesar de ser, a princípio, uma escolha dos pais, deve ser levada em conta a escuta a respeito das necessidades de seu filho.

Uma escola comprometida com o processo de educar deve oferecer o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo. Em outras palavras: uma escola que promova a “neuroaprendência”, que é a capacidade de sentir, pensar e agir. Além disso, é fundamental que ela se torne um local de educação emocional também, evitando perfis de agressividade e violência.

A escola que promove a “neuroaprendência” educa as emoções.

Sabe-se hoje que as áreas relacionadas aos processos emocionais ocupam distintos territórios do cérebro, destacando-se entre elas o hipotálamo, a área pré-frontal e o sistema límbico.

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Os mecanismos que controlam os níveis de atividade nas diferentes partes do encéfalo e as bases dos impulsos da motivação – principalmente para o processo de aprendizagem, bem como as sensações de prazer ou punição, são realizados em grande parte pelas regiões basais do cérebro. Estas, em conjunto, são derivadas do sistema límbico, que desenvolve as funções afetivas e promove a tendência ao desenvolvimento de comportamentos lúdicos (gostar de brincar).

Vale lembrar que a escola não trabalha sozinha; a família também tem um papel primordial de suporte na vida acadêmica de um filho. Então, que tal reconhecer as emoções e sentimentos dos filhos?

Eles também têm expectativas, medos, desejos, escolhas e decisões. Assim, a família e o espaço escolar tornam-se fundamentais na construção desse sujeito cerebral.

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Portando, a melhor escola é a que trabalhe as habilidades cognitivas e relacionais do seu filho, através da escuta emocional que entenda os sentimentos e que promova o pensar sobre o pensar (metacognição). Além disso, ela deve proporcionar a “neuroaprendência” como uma proposta pedagógica no processo do aprender a aprender aplicado à vida, a fim de promover a capacidade de superação e resiliência emocional (capacidade de autossuperação) diante das adversidades. 

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.