Quando dá para unir ou não sexo com afeto?

por Margareth dos Reis

Resposta: O sexo acompanhado de afeto se caracteriza pelo interesse sexual, admiração, bem querer e respeito mútuos. Há um desejo de interação com a outra pessoa para além da atividade sexual.

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Com o advento da pílula anticoncepcional na década de 60, as pessoas passaram a viver a relação sexual sem a obrigação de procriação. Aos poucos, as pessoas foram se sentindo liberadas para viver a experiência sexual sem interesse amoroso.

Essas mudanças de comportamento aumentaram o leque de possibilidades para o encontro íntimo tanto para homens quanto para mulheres, sem as obrigações vigentes no passado. No entanto, a escolha pelo sexo somente por atração física ou com expectativa de um envolvimento mais profundo com a outra pessoa tem de respeitar os limites de cada um. Por isso, é importante que os objetivos de uma escolha sejam convergentes para que a experiência não acabe em frustração.

Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista em Neurociências e Comportamento pela PUCRS. Psicóloga, terapeuta sexual e de casais, coordenadora no atendimento psicológico de pacientes com disfunções sexuais no Ambulatório da Unidade de Medicina Sexual da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e coordenadora da Pós Lato Sensu em Sexologia: Novos Paradigmas em Saúde Sexual, na Faculdade de Medicina do ABC. Psicóloga, Idealizadora e Colunista no perfil “Conte com as 3” nas redes socias, que aborda temas como comportamento, sexualidade e carreira.