Quando um passa a viver a vida do outro. O que fazer?

por Anette Lewin

Sou oito anos mais nova que meu companheiro. Ele é aposentado, não faz nada e vive minha vida. Trabalho o dia todo, sou ligada na tomada. Ele  dorme em minha casa cinco dias por semana. Estou sufocada.

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Resposta: Se você se sente sufocada deve, em primeiro lugar, entender o que a faz sentir-se assim. Será que é ele, será que é você ou será que é a diferença entre os dois? Comecemos pela última. Você escolheu uma pessoa que vive um momento diferente do seu: a aposentadoria. Será que você está preparada para isso? É natural que o ritmo dele seja diferente do seu nesta fase mas, se você ficar comparando, teremos uma batalha e aí não vale a pena.

Relacionar-se com o diferente não é para todos! Se o problema é ele e você o sente como um predador da sua energia, tente entender quais os lados positivos dele que atraem você. Afinal, algo de bom ele deve ter, senão você não estaria com ele, não e?

Agora se quem a sufoca é você mesma, pelo excesso de coisas que faz, vale uma reflexão e uma reorganização das suas atividades. Afinal, para que haja um relacionamento afetivo é necessário que exista um tempo para se relacionar. Leve tudo isso em consideração e tire suas conclusões.

 

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É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data. É coach em saúde mental. Vya Estelar quer colocar você, querido leitor(a), ainda mais pertinho de nós. A psicóloga Anette Lewin responderá perguntas enviadas por você sobre relacionamento amoroso, conflitos na vida a dois e conjugal. Esta resposta possui dois formatos: 1º formato: responder as perguntas enviadas por você; 2º) formato: extrair uma palavra em específico de uma pergunta que você enviou (ex: traição). E partir desta palavra, revelar o significado do que sentimos ao nos relacionar. Seu nome e e-mail serão preservados.