Quem se comporta como personagem acaba condenado a não mudar

por Luiz Alberto Py

Na vida, corremos o risco de nos tornarmos uma personagem em vez de uma pessoa.

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A personagem tem características definidas por isso costuma ser previsível.

Uma pessoa se desdobra em diferentes aspectos e geralmente é contraditória. Quem se comporta como personagem acaba condenado a não mudar, comprometido em ser coerente. Penso que todos nós devemos ter alternativas para o nosso comportamento, para nossa maneira de ser.

Podemos mudar, nos descartar de compromissos com a coerência e nos libertar de tudo que nos aprisiona ao passado. Porém, tal decisão implica em assumir o peso de sermos totalmente responsáveis por quem somos em vez de culparmos as vicissitudes de nossa vida.

É médico psiquiatra e psicanalista. Clinica no Rio de Janeiro e faz palestras por todo o Brasil. Publicou em 2002 o best-seller "Olhar acima do horizonte", em 2004: "A felicidade é aqui" e "Saber amar" todos pela editora Rocco. Mais informações: http://doutorpy.blogspot.com

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