Sentir compaixão pode ser útil

por Thaís Petroff

Compaixão é um sentimento muito muito útil quando bem compreendido e bem utilizado.

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Muitas pessoas têm a ideia de que ter compaixão é ter pena de alguém ou de alguma situação ou ainda de sentir a mesma dor do outro.

Qualquer uma dessas opções resulta em comportamentos e consequências não funcionais.

Quando tenho pena de alguém, coloco o outro numa posição de incapaz, percebo o outro como fraco e incompetente. Esse não é um olhar que estimula o outro a se mexer ou ser autônomo, mas sim, pode criar uma relação de dependência e/ou subordinação.

Desse modo, ambas as pessoas podem ficar presas a uma situação que não as fará crescer. Pelo contrário, trará desgastes e aumentará aos poucos ainda mais a codependência.

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Se por outro lado, me identifico muito com a pessoa e passo a sentir a dor junto com ela, fico então paralisada (tal como essa pessoa já está) nessa dor. Ao invés de ajudá-la, acabo ficando também inerte e sofrendo como ela. Não parece ser uma atitude funcional e construtiva.

Como a compaixão pode então ser útil?

Como utilizar esse sentimento de modo construtivo?

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Sentir compaixão é ter algum nível de identificação e afeição com a pessoa ou situação em questão, mas não se deve se perder nesse sentimento afundando com o outro.

É preciso utilizar esse sentimento como um instrumento para te aproximar da pessoa e através disso poder puxá-la para cima.

Assim, posso, por não estar imersa na dor, refletir com mais clareza e perceber a situação de modo mais global, de maneira a conseguir vislumbrar saídas e com isso incentivar essa pessoa a se erguer.

Não é descendo que ajudo o outro a subir, mas sim é de onde estou, que estendo a mão ao outro para que ele possa chegar até a mim.

Formada em Psicologia pela PUC-SP e Master Coach certificada pelo Behavioral Coaching Institute. Utiliza a Terapia Cognitivo Comportamental como base do seu trabalho, mas reconhecendo a profundidade e complexidade do ser humano e por ser uma eterna curiosa e buscadora de autoconhecimento, fez formações em Bioenergética, Programação Neurolinguística, Yoga, Barras de Access, Theta Healing, Constelação Familiar, entre outras, possuindo uma visão bastante abrangente em sua maneira de auxiliar as pessoas. Possui como foco de vida e trabalho a promoção do autoconhecimento e da inteligência emocional e o desenvolvimento pessoal. https://www.thaispetroff.com.br