Sete dicas para se tornar coach de seu filho

por Marta Relvas

Ensinar as crianças a cuidarem de si mesmas, dos outros e do meio ambiente são prioridades definidas pelas Nações Unidas como o melhor caminho para conter a violência, prevenir conflitos e resolver problemas pelo diálogo. Mas, como fazer isso?

Continua após publicidade

As inovações tecnológicas, a violência, as novas configurações familiares têm gerado muitas dúvidas para os pais.

Por que ficou mais complexo educar os filhos?

Educar os filhos hoje em dia ganhou certa complexidade. Os pais ficaram mais confusos, porque o mundo também mudou muito para melhor e para pior. Os desafios que as famílias enfrentam em um mundo em que o ritmo de mudanças é cada vez maior e as informações mais velozes tornaram-se um grande conflito.

Os avanços da Neurociência demonstram que cada etapa da vida é marcada por uma configuração cerebral diferente e que partes distintas do cérebro têm ritmos e amadurecimentos diferentes. O cérebro está em constante evolução. Ele é constituído com aproximadamente 86 bilhões de neurônios e durante toda vida há uma renovação constante dessas células de acordo com a necessidade do próprio cérebro.

Continua após publicidade

Graças a essas possibilidades de renovação realizada pela neuroplasticidade neural intencional, o cérebro aprende e guarda saberes através das diversas etapas de desenvolvimento nas fases: infantil, adolescência e adulta até o processo do envelhecimento.

Todas as fases são fundamentais, porém, sabe-se que a infância é o período mais importante na construção global de uma pessoa e que são determinados certos marcadores que permanecerão ativos por toda a vida. É, portanto, imprescindível o manejo adequado desta fase que tem seu início no útero materno e se estende até os 12 anos da criança. Por isso, são necessários os melhores estímulos a fim de aproveitar as preciosas janelas oportunizadas através de uma educação com qualidade.

Sete dicas para se tornar coach de seu filho (a):

Continua após publicidade

1ª) Converse mais com o seu filho ou filha.

2ª) Sempre faça bons elogios e aborde com carinho os erros quando cometidos.

3ª) Demonstre que o ama.

4ª) Dê bons exemplos de confiança através da amorosidade.

5ª) Fique atento às atividades escolares.

6ª) Pense que não é a quantidade de tempo que você disponibiliza para o seu filho(a), mas sim, a qualidade do tempo disponível para estar com seu filho ou filha.

7ª) Dizer não é fundamental para as superações ou neuroaprendência denominada resiliência – ou seja a capacidade de autossuperação.

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.