Traí o meu parceiro: 6 dicas para praticar o autoperdão

O que fazer com a culpa e ressaca emocional vindas da traição? Como encarar seu par diante dessa angústia?

Não se pode negar que cada vez mais a traição faz parte dos relacionamentos, ainda mais nessa era em que as relações se tornaram mais líquidas, fluídas. O que não podemos é banalizar essa ocorrência e seus efeitos nocivos para quem vive essa experiência, seja o traidor ou o traído.

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Hoje trataremos aqui do personagem que traiu. Muitas vezes a pessoa que trai é envolvida pelas próprias tramas e depois de ocorrida a traição, a pessoa pode se ver inconformada, decepcionada… por ter se exposto a tal aventura e submetido seu par a essa situação. Parece um exagero escrever isso, mas pode representar exatamente o que passa na pela consciência de quem traiu.

Por conta disso, o que fazer com a culpa e a ressaca emocional vinda da traição? Como encarar o par diante dessa angústia?

Trair o parceiro: 6 dicas para praticar o autoperdão por conta dessa escolha

Saiba: o que você viveu fora do seu relacionamento amoroso diz respeito exclusivamente a você, e para resolver, não precisa envolver o seu par. Isso pode mais tumultuar do que ajudar.

Não queira entender a traição justificando o que pode ter levado à sua ocorrência. Assuma: por mais difícil que pudesse estar para você, ainda assim, a escolha foi sua.

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Para você poder superar o sentimento de culpa por ter traído, é preciso que você faça uma profunda reflexão. Você tem agora a possibilidade dessa escolha (oportunidade!). Faça uso desse acontecimento para seu aprendizado e consequente reconstrução do seu ser.

Considere: se o amor que você tem pelo seu par é verdadeiro, avalie se vale MESMO a pena levar ao conhecimento dele o que você viveu ou talvez ainda esteja vivendo…

Todo o processo de reparação dentro do relacionamento, em relação especificamente a essa questão, diz respeito exclusivamente a você. Mas se relacionar, de modo geral, dá trabalho e a construção de um bom relacionamento é feita a dois.

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Não menospreze qualquer possibilidade mínima de reparar os seus bons sentimentos pela pessoa que ama. Construa e desenvolva novas atitudes manifestando seu amor, cumplicidade… Ame verdadeiramente e seja feliz!

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br