Médicos que praticarem auto-hemoterapia poderão ter registro cassado

Da redação

O procedimento da auto-hemoterapia – terapia de tratamento de certas doenças pela retirada e nova injeção do sangue no próprio paciente – não tem eficácia comprovada e pode ser perigosa, declara o Conselho Federal de Medicina. Os conselheiros aprovaram o Parecer 12/2007, que afirma não haver comprovação científica da efetividade do procedimento. Os profissionais que praticarem a auto-hemoterapia poderão ter o registro profissional cassado, se forem denunciados aos CRMs. “Cabe ao CFM alertar a população que isso não deve ser feito e que pode vir a complicar o estado de saúde do paciente”, afirma o presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson Andrade.

Continua após publicidade

A Agência buscou a opinião das autoridades médicas por essa terapia ter ganhado popularidade. O procedimento oferece baixo custo e a promessa de cura para doenças graves, como AIDS e câncer.

A conclusão geral da análise é a de que “não existem estudos relativos à auto-hemoterapia desde a sua proposição como recurso terapêutico na primeira metade do século XX até os dias atuais” e que “não há evidência científica disponível que permita a sua utilização em seres humanos”, conclui o texto.

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.