Por trás de muitos comportamentos que incomodam, há histórias de abandono, rejeição, exigências impossíveis ou amor condicionado. O incômodo que o outro provoca em você, pode ser só um convite para olhar para dentro de si mesmo; saiba mais
Tem muita gente julgando o palco do outro sem conhecer seus bastidores.
Vivemos numa era em que as pessoas emitem opiniões com uma facilidade assustadora, pois o celular virou uma arma nas suas mãos. Elas filmam tudo e postam como se tivessem o direito de falar livremente da vida alheia.
Criticam, apontam, rotulam, sem conhecer o caminho percorrido, as dores carregadas, as cicatrizes que não se veem.
Mas ninguém acorda um dia decidido a ser “difícil”, “frio”, “repetitivo” ou “complicado”.
Por trás de muitos comportamentos que incomodam, há histórias de abandono, rejeição, exigências impossíveis ou amor condicionado. As pessoas têm histórias de vida diferentes e difíceis muitas vezes. Memórias afetivas que as levam a agir e a viver daquela forma que são e se apresentam.
Padrões emocionais profundos surgem na infância
Hoje entendemos que o ser humano é movido por padrões emocionais profundos que surgem ainda na infância. Esses padrões moldam a forma como ele se protege, se relaciona… e até como julga os outros.
Quando você critica com dureza, talvez esteja ativando um esquema de Padrões Inflexíveis, que exige perfeição de si e dos outros. Quando sente raiva do comportamento alheio, pode estar lidando com a sua própria Privação Emocional: aquela sensação de que ninguém entende o que você precisa.
Quando você desconfia de todos ou julga sem conhecer, talvez viva sob o olhar constante do esquema de Desconfiança/Abuso e projeta no outro a insegurança que ainda habita você. Pense nisso.
Quando você não tolera os erros nos outros, talvez o esquema de Punição ainda dite as suas reações, em que errar é ser indigno de afeto e não merecedor. Você deve ter aprendido isso lá atrás.
Uma dica valiosa da psi aqui:
O incômodo que o outro provoca em você, pode ser só um convite para olhar para dentro de si mesmo.
Nem sempre o problema está fora. Muitas vezes, aquela situação do outro que te fere, revela uma parte sua ainda não curada.
Assim, antes de julgar, escute. Antes de apontar, reflita.
Porque a grama do vizinho pode nem ser mais verde… Talvez só esteja sendo mais bem cuidada. E você também merece esse cuidado. Comece por você. Cuide-se.
