Agressividade na criança quase sempre é de causa familiar

por Marta Relvas

O comportamento agressivo é um distúrbio de conduta que preocupa todos os educadores. Ele se caracteriza por um impulso destruidor, verbal ou físico contra os outros ou ao próprio.

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Algumas crianças pequenas, ao iniciarem sua vida social e escolar, podem apresentar algum tipo de agressividade, pois o cérebro ainda passa pelo processo de educabilidade que, aliás, serve para os adultos também.

Bater, ofender, liderar, um grupo contra colegas, quase sempre essa atitude tem uma causa familiar.

É verdade que cada criança possui históricos genéticos, psíquicos próprios, mas a família e o ambiente em que vive são responsáveis por grande parte desse comportamento. Pais agressivos ou tolerantes em excesso, pais com alto grau de exigência ou em desacordo com o modo de educar, superprotetores e com medo de corrigir atitudes negativas dos filhos, promovem e geram comportamentos agressivos na criança.

O bom exemplo de pais e irmãos mais velhos tem eficácia na formação das crianças. O benefício é o reconhecimento do bom comportamento através do reforço positivo.

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Dicas importantes:

– Incentive sempre seu filho (se na escola, o aluno) – com sentimentos e palavras positivas – numa situação de erro, promovendo a autoestima. Essa atitude libera um hormônio no cérebro chamado ocitocina, que é o da
autoconfiança.

– Evite gritar, essa atitude demonstra total falta de equilíbrio emocional. A criança precisa perceber que o adulto é o orientador e não o opressor, pois essa atitude reprimida promove a liberação de *cortisol e potencializa o medo.

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– Proponha atividades, dando-lhes oportunidades como bônus de boa conduta.

* Hormônio liberado em situações de estresse

 

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.