Aprender requer prática rigorosa

por Marta Relvas

Segundo as pesquisas sobre Neurociência Cognitiva, alguns fatores são fundamentais para que aconteça a aprendizagem:

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A memória, atenção e interesse são fatores fundamentais para o aprendizado.

Por isso, vale algumas dicas importantes para professores, educadores, pais e estudantes reconhecerem como o cérebro assimila as informações para transformá-las em aprendizado e conhecimento.

1ª) Frequência

Os caminhos neurais precisam ser construídos e crescer fortalecidos e consolidados por uma exposição repetida à aprendizagem.

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Por exemplo: Quanto mais uma pessoa lê, melhor ela lerá. Do mesmo modo, se você se exercita ocasionalmente, não fortalecerá seus músculos. No entanto, se realizar os exercícios regularmente, provavelmente, conseguirá seu nível desejado de preparo físico.

2ª) Intensidade

Aprendizagem requer prática rigorosa. Somente se consegue construir uma consolidação ou fortalecer as conexões neurais para a habilidade de um determinado assunto praticando intensamente em um período de tempo.

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No caso de um atleta de maratona, por exemplo, seus exercícios têm que ser intensos para preparar o corpo para corrida.

3ª) Treinamento conectado

A aprendizagem requer conexões neurais fortes já existentes para serem conectadas às outras novas redes de informações que virão. Essas conexões neurais deverão ser diversificadas e viabilizadas em diferentes *tipos de recursos e habilidades relacionadas aos significados previamente já existentes.

A aprendizagem se faz necessária com a pergunta: Saber isso para quê? Qual a aplicação para o cotidiano? O que essa aprendizagem modifica ou transforma o meu modo de pensar?

4ª) Adaptabilidade

Significa que o assunto deverá ser ajustado à situação da aprendizagem da necessidade do grupo, ou seja, ao potencial de aprendizagem de cada um. Sem dúvida essa adaptação deverá ser organizada com recursos e metodologias pedagógicas diferentes, considerando que as pessoas são diferentes, respondem aos estímulos diferentemente e que possuem uma neuropsicofisiologia própria e funcionante.

5ª) Motivação e atenção

São esses fatores que mantêm os estudantes interessados na aprendizagem. Estratégias diferenciadas mantêm os estudantes envolvidos na atividade proposta, desde que o assunto desperte seus desejos em aprender. Por isso a tarefa do professor ou educador é mostrar o encantamento do assunto emoldurado com "pitadas" de afetos e emoções, sobre uma determinada informação, podendo também usar o lúdico como ferramenta para responder, o para quê e o porquê daquele assunto ser importante para a vida e o cotidiano do estudante.

* Como por exemplo: Aprender tabuada para fazer cálculos mentais a fim de que se possa aplicá-los no cotidiano como ir a um supermercado, magazine para compras ou vendas de mercadorias, facilitando diretamente no modo de pensar e agir em uma determinada negociação, mediando então, o exercício dos direitos e deveres de consumidor.

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.